quinta-feira, 27 de maio de 2010

A vida é doce!





Olá novamente a todos! Estou aproveitando a saída do outono e entrada do inverno, começando a trocar caquis e castanhas do pará, por bananas, laranjas, tangerinas, morangos e macadâmias!

Vou compartilhar hoje aqui, um artigo que escrevi no ano passado, e está disponível no meu site. Assim como postar mais fotos de banquetes frugívoros e do meu estágio no centro de jejum do Dr. Douglas Graham, para compartilhar minha experiência e quão maravilhosa aos olhos pode ser uma refeição de frutas e vegetais (ao paladar nem se fala!)

O VALOR NUTRITIVO E O GOSTO DOS ALIMENTOS

A busca pelo prazer é inerente ao ser humano. É fato que anatômica e fisiologicamente somos feitos para “buscar” e consumir açúcar, que é o principal combustível do corpo humano. Pesquisas indicam que o consumo de açúcar ocasiona imediatamente mudanças na química cerebral, isto é, a liberação de certas substâncias similares às observadas em pessoas após o uso de narcóticos como o ópio, as quais produzem grande prazer. Essa é uma das razões pela qual desde crianças, sem nenhum conhecimento fisiológico, ficamos vidrados em alimentos doces e aprendemos através do nosso cérebro que consumir doces (carboidratos simples) é algo muito bom. Assim, diariamente, sabendo que aquela substância irá promover sensações fortemente prazerosas, aprendemos a sempre voltar a buscar tais alimentos devido a recompensa prazerosa que nos é fornecida por consumir tais alimentos doces. Essa é uma maneira da natureza indicar-nos o caminho para a nutrição otimizada, porque através de comandos do nosso cérebro, consumimos somente o que é prazeroso. Entretanto, o que não sabemos, que na natureza, os alimentos naturais que são prazerosos ao paladar humano são também altamentes nutritivos, diferente dos alimentos industrializados a qual encontramos dentro dos centros urbanos.

O primeiro gosto que sentimos em nossa língua é o doce e logo acima deste ponto o salgado. Nossos alimentos naturais são os mais ricos em açúcares e sais minerais da natureza. E os produtores de alimentos tendo conhecimento da fisiologia humana, tiram proveito disto adicionando grandes quantidades de açúcar e sal refinado em praticamente todos os alimentos industrializados; na maioria das vezes utilizando-se dos dois no mesmo produto, e, infelizmente, adicionando outros químicos nocivos à saúde, tais como o glutamato monossódico (uma neurotoxina altamente nociva à saúde que estimula o cérebro a querer mais daquele determinado alimento. Por isso o famoso slogan do salgadinho de batatas industrializadas sugere que é “impossível comer uma só”). Por exemplo, inúmeras pessoas consomem molho shoyu, sem nunca pensar que em sua composição existem sal, açúcar e glutamato monossódico concentrados. É quase impossível não gostar de algo com um gosto tão salgado e doce e uma neurotoxina tão estimulante. Infelizmente, a maioria dos alimentos industrializados, são agradáveis ao paladar primariamente devido a estas substâncias que se encontram em abundância.

Através da industrialização concentramos aqueles sabores que nossa fisiologia busca nos alimentos, assim podendo transformar inúmeros alimentos insípidos em “saborosos”. Como o famoso Higienista J. Tilden sabiamente, em sua época, citou : “A natureza nunca produziu um sanduíche”. Se pararmos para pensar - quantas pessoas na atualidade pensam no valor nutricional de um alimento antes de ingerí-lo? Os alimentos são comercializados, promovidos e ingeridos pelo seu gosto, valor de excitação e estimulação primariamente. A população precisa ter consciência que tais alimentos industrializados são saborosos apenas pelo simples fato de uma alta concentração de açúcar e sal refinado assim como compostos químicos, tóxicos e nocivos ao nosso organismo serem adicionados para que eles possam fornecer tamanha excitação e sabor.

Na natureza, todos os animais se alimentam sem nenhum conhecimento nutricional, sendo guiados apenas pelos seus instintos e capacidades distintas de obter e conseguir comer os alimentos para os quais foram criados, ou seja, para os quais a sua fisiologia, anatomia e biologia foram designados. Por exemplo: Vacas comem grama e foram naturalmente “adaptadas” a comerem grama, sendo capazes de comer e digerir a mesma, pois possuem 4 estômagos. Se humanos “tentassem” a mesma coisa, não conseguiriam calorias o suficiente para se manter, pois possuem uma capacidade digestiva finita e não possuem a mesma fisiologia digestiva, sendo incapazes de digeri-la devidamente. Por outro lado, vacas seriam incapazes de coletar uma refeição de frutas como um primata ou literalmente caçar e devorar outro animal, como um carnívoro.

Os animais confiam apenas em seus instintos e são “presos” às suas capacidades e “ferramentas” de obtenção de seus respectivos alimentos. Mesmo sem nenhum conhecimento científico, enquadram-se dentro das leis da natureza e, por isso, vivenciam saúde otimizada e não demonstram/sofrem de nenhuma das doenças degenerativas ou sintomas dos quais o homem “civilizado” sofre. Os animais comem o que seus instintos indicam ser o certo e o que lhes agrada ao paladar, em seu estado ‘in natura’, sem alteração nenhuma no alimento em questão, literalmente sem precisar enganar seu paladar e cérebro através de temperos e condimentos, que fazem o nosso cérebro acreditar que tais alimentos são nutritivos, pois possuem as características doces e salgada que fomos feitos para apreciar.

O valor nutritivo de um alimento para cada espécie está altamente ligado a seu sabor e o paladar específico daquela espécie. Podemos comprovar isto, quando vemos um leão salivando e olhando para sua presa e após a caça, a voracidade e gosto com que ele devora a carne crua, ossos, cartilagens, órgãos e outras partes do animal com gosto. Seres humanos não seriam capazes de degustar tal refeição, devido a nossa fisiologia não ser adaptada a isso, nem mesmo temos a capacidade de sentir o gosto da gordura. Outros claros exemplos são vacas salivando em um campo de grama, comendo a com prazer. Seres humanos, definitivamente não apreciam o gosto de grama. Entretanto, como os primatas antropóides, adoramos o gosto doce e a suculência das frutas.

Podemos guiar-nos e definir a alimentação otimizada da raça humana, na natureza e em seu estado natural, pelo que conseguimos facilmente nos apropriar e comer, e citar a refeição como um prazer degustativo. Assim, os alimentos mais nutritivos para os seres humanos são os que têm um gosto prazeroso em seu estado natural. Isto é, na natureza podemos guiar-nos pelo gosto, para determinar o que é nutritivo e assim bom para a propagação da vida humana. Logo, na natureza, basicamente os únicos alimentos que conseguiríamos apropriar-nos com nossas faculdades físicas e consumir com gosto são obviamente frutas, vegetais, sementes e nozes.

Mas infelizmente na atualidade, conseguimos alterar tanto a matéria prima produzida pela natureza, e devido a industrialização em massa ficou tão barato alterá-la que virou a norma em vez da exceção. Assim precisamos estabelecer certos alimentos como “saudáveis”, quando na verdade, durante praticamente toda a vida na terra, não era preciso nomear um alimento como “saudável”, porque não existia categorias a parte como o “junk-food”. Alimentos não saudáveis, simplesmente não eram consumidos porque não eram prazerosos ao paladar, assim como não conseguíamos produzi-los.

Consumir frutas e vegetais como a base de nossas calorias, não é um experimento, e sim a norma através da história. Entretanto, o consumo da alimentação atual, é realmente uma experiência nova a qual os seres humanos estão testando a resiliência do corpo humano. Refinando, cozinhando, temperando, usando químicos, sal, açúcar, etc, conseguimos comer alimentos que seriam insípidos, inpalatáveis e incapazes de serem ingeridos, fazendo com isso que o ser humano viva, mas em condições longe do ideal e do potencial de saúde, que o corpo humano pode e deveria vivenciar.

Por isso, respondo facilmente a todos, quando me perguntam se é difícil levar uma dieta baseada em frutas e vegetais, nozes e sementes, que não é difícil, muito pelo contrário, e informo que todos aqueles que já tentaram, comprovam e afirmam, amarem e prefirem seus novos hábitos alimentares. É uma falácia acreditar que alimentação natural é insípida e quem adota tal mito desconhece os verdadeiros alimentos saudáveis em sua forma fresca, madura e orgânica. Ela parece apenas diferente, a um paladar pervertido durantes décadas por condimentos, temperos e alimentos cozidos.

Apesar de pervertermos nossa natureza com tais práticas de alteração dos alimentos, nossas preferências continuam vivas. Está afirmação é comprovada, devido ao fato de tentarmos reproduzir a suculência das frutas e dos vegetais em todas as receitas da atualidade. Por exemplo, comer arroz puro é um tanto quanto seco, assim acrescentamos o caldo do feijão por cima, ou o molhamos com o “caldo” da carne ou dos vegetais cozidos. Também molhamos os biscoitos no leite, no café ou creme, tudo com bastante açúcar. Como sempre utilizamos maionese ou manteiga em um sanduíche , devido o pão puro ser seco demais para nossa fisiologia propriamente apreciar. Não comemos macarrão cozido e não o apreciamos seu gosto por si só, assim como sua falta de suculência, e por isso espalhamos molhos de queijos derretidos ou molhos a bolonhesa, em uma forma ingênua de reproduzir nossas necessidades. E todos estes ingredientes são adicionados com sal, ou açúcar refinado, ou em ambos.

Para uma vida longa, saudável e próspera, consuma o tipo certo de "açúcar", em vez de tentar reproduzir as sensações e gostos para os quais fomos criados pela natureza para buscar nos alimentos. Perpetue a simbiose e o papel para qual os seres humanos foram criados, fazendo do consumo de grandes quantidades de frutas e vegetais uma prática diária. Assim ajudamos a nós mesmos e ao futuro da humanidade e a diminuição do aquecimento global com um mundo mais verde, auto sustentável, SAUDÁVEL e FRUGAL!