Nutrição Vegana

        Nutrição vegana - A solução para sua saúde, a dos animais e a do planeta.






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Páginas: 176 páginas

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Capítulo 6 - Gratuito

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Capítulo 6 gratuito

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Eduardo Corassa

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Resumo: Dados científicos sobre os benefícios e a importância do veganismo em prol de sua saúde, dos animais e a do planeta. Fotos e dados sobre como os animais são criados e maltratados. Dicas para você compreender como é uma dieta vegana saudável. 5 cardápios e alguns com receitas, criados por diferentes nutricionistas e médicos veganos brasileiros. Diversas pesquisas médicas científicas indicando como reverter doenças crônico degenerativas, desde doenças cardíacas até câncer, diabetes e osteoporose, apenas usando uma dieta vegana hipo-lipídica e integral. Em torno de 300 referências bibliográficas, a maioria sendo estudos publicados nos mais famosos jornais médico científicos do mundo.
























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Ìndice

Capitulo 1 – Por que ser vegano
Capítulo 2 – Alimentos patogênicos
Capitulo 3 – Os pioneiros médicos veganos
Capitulo 4 – Estudos científicos
Capítulo 5 – Doenças de afluência
Capitulo 6 – Como são produzidos nossos “alimentos”
Capítulo 7 – Perguntas e respostas
Capitulo 8 – O veganismo na prática


Texto da contracapa



Em um mundo conturbado pela ganância e poder onde a desigualdade impera,
seres humanos foram induzidos a crer nos últimos milênios, principalmente
no último século, que pedaços de animais mortos, suas secreções mamárias e
suas menstruações cozidas, fritas, assadas ou grelhadas são essenciais à
boa saúde e manutenção de seus organismos. E, que a famosa “proteína animal
de alto valor biológico” é algo primordial ao crescimento e desenvolvimento
do organismo humano.

Entretanto, existe uma imensa quantidade de dados científicos, acumulados
no último século, que comprovam que a pecuária e o consumo de produtos
animais são um erro e que existe uma forma melhor de nutrir o homem e de
cuidar do Planeta. Descobrimos que animais são seres sencientes, que
possuem um sistema neurológico avançado, o que lhes fornece a capacidade de
sentir e raciocinar, quase tão grande como a de seres humanos e, portanto,
matá-los em vão, apenas por entenderem que “gostam” de suas entranhas,
músculos e gordura é algo não só desnecessário, mas bárbaro.

Seja você um onívoro, um vegetariano durante a semana ou até mesmo um
ativista vegano, aprenderá dados cruciais ainda nunca apresentados na
literatura brasileira. Se você realmente gostaria de defender o veganismo,
beneficiar-se-á e muito ao aprender desde o lado científico relacionado à
saúde, prevenção de doenças, dados nutricionais, até as razões ambientais,
éticas e sobre direitos dos animais. Descobrirá o lado sórdido da produção
de animais em massa e como isso afeta nossa saúde e nosso Planeta,
verificando que as fazendas de outrora com suas “criações humanitárias”,
atualmente se tornaram indústrias de assassinato em massa. Verá ainda que
as principais vertentes da medicina e nutrição, na atualidade, recomendam
uma dieta vegana e que as civilizações mais longevas do mundo são
praticamente veganas.

                       
Está pronto para saber de onde vem sua comida?



Abaixo, alguns trechos do livro.

Introdução



Nunca pensei em viver sem carne. Em torno de um ano de idade, meu estômago já era entupido de tecidos, músculos, secreções mamárias e placentas de diversos tipos de diferentes animais. Até os 22 anos, praticamente nunca havia conhecido ou convivido ao lado de um vegetariano e muito menos sabia o que era um vegano. Por isso, nunca havia refletido na possibilidade de viver sem produtos animais, pois não só não sabia dos benefícios, mas como dos malefícios que ingeri-los produz.

Tenho que admitir, não me tornei vegano devido a pena perante os animais. Não me tornei vegano devido aos problemas ambientais que a produção de animais produz. Não me tornei vegano devido aos problemas sociais e econômicos que financiar esta sórdida indústria causa. Posso dizer que foi uma ação pensando apenas em mim, foi uma ação egoísta, pensando somente em minha saúde, reverter certas enfermidades crônicas e melhorar minha performance no meu trabalho. Não parei de consumir produtos animais por todas essas razões, mas me tornei vegano, me orgulhei de ser vegano e me mantive vegano por todas elas.

Entretanto, à medida que fui estudando a literatura médica científica, livros de antropologia, nutrição, ética, filosofia, cientistas ambientais, líderes do movimento vegetariano apresentando dados extremamente convincentes, que mostravam que o rumo que tomamos em função de nossa alimentação e sua produção, não era apenas altamente nocivo a minha saúde, mas como a saúde de todos meus entes queridos, dos animais e do planeta. Que pelas simples escolhas que optamos por priorizar diariamente, era a causa de um imenso sofrimento humano e animal, ameaçava a destruição do planeta e o término dos seus recursos naturais e diminuía imensuravelmente nossa qualidade de vida, transformando todas as relações humanas em algo infinitamente mais pobre, problemático, conturbado e sofrido.

Felizmente, por mais louco que soasse uma dieta sem carne, leite e ovos, descobri que há décadas já existiam inegáveis evidências científicas demonstrando seus incontáveis benefícios. Descobri que uma grande quantidade de médicos e nutricionistas, de alto calibre, recomendavam uma dieta sem o consumo de partes de defuntos não humanos.  Descobri através do que é chamado no meio científico de epidemiologia, algo mais interessante ainda, que por mais que fosse inconsciente para estas pessoas, quanto mais uma civilização praticava essas diretrizes dietéticas comprovadas pelos estudos científicos atuais, mais longevas, prósperas, felizes, saudáveis, harmônicas, igualitárias, pacíficas, elas eram.

Ao saber disso e obter os benefícios que uma dieta sem crueldade nos fornece, fiquei extasiado. Mas fiquei impressionado ao perceber que, por mais que estas informações já tivessem se tornado fato comprovado, e centenas e mais centenas de estudos demonstrarem os mesmos resultados, o público não era informado disso ou os que eram não mudavam, por pressão social. Os próprios profissionais de saúde não eram informados disso. Portanto, comecei a escrever livros em prol de compartilhar com o maior número de pessoas possíveis, o que acredito que seja o futuro, o próximo passo da humanidade, o verdadeiro caminho para paz, saúde e sustentabilidade global. Eu tinha a certeza que provavelmente eu não conseguiria tornar o mundo inteiro vegano, mas que eu conseguisse pelo menos diminuir o massivo consumo de carne, melhorar a saúde de milhares de pessoas e incitasse uma mudança na vida de alguns milhões de pessoas, eu sentiria que fiz algo benéfico durante essa minha humilde existência e consegui retribuir o bem que todos esses profissionais veganos na área da saúde me forneceram através de seus livros, palestras e trabalhos.
Veremos através deste livro que a pior e mais ameaçadora guerra, não é aquela travada por terroristas e traficantes, bombas nucleares e países rivais, vírus e bactérias ou a ganância por petróleo e suas consequências catastróficas. As piores armas de destruição em massa na atualidade são na verdade nossos garfos e facas e nossas escolhas alimentares. Com isso, negligenciamos a nossa saúde, os passando fome e necessidade e aos animais e ao planeta.
Peço apenas que não feche este livro pensando que você nunca iria conseguir viver sem o prazer que a carne fornece, ou o conforto que um leite quente proporciona ou sem fatias de queijo em seu sanduíche. Peço apenas que leia os dados, razões e benefícios sem considerar as mudanças necessárias, e que após adquirir toda a informação contida aqui, tome uma postura perante seus hábitos alimentares.

Acredito que, em um futuro muito recente, o consumo de produtos animais será visto como algo não só obnóxio, mas antiético e nocivo, como o próprio consumo de cigarro que, até a poucas décadas atrás, era algo sofisticado e bonito e hoje em dia já não é mais quase sociavelmente aceito e até mesmo leis, cada vez mais estão sendo estipuladas para dificultar o seu consumo, como estipulando taxas caríssimas para diminuir ou acabar com o seu consumo.

Tenho certeza que, quando isto ocorrer, a humanidade estará entrando em uma nova era. Já que se praticamos crueldade, causamos sofrimento e dor a outras formas de vida, ou ingerimos seus pedaços, não obstante quão “não evoluídas” elas sejam, não estamos e nunca estaremos realmente em paz. Como alegou o antigo filósofo grego Pitágoras: "Que horror é meter entranhas em entranhas, engordar um corpo com outro corpo, viver da morte de seres vivos. Enquanto o homem continuar a ser o destruidor dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor”.

Tenho certeza que, quando começarmos a ter hábitos pacíficos perante não só aos seres humanos, mas aos seres sencientes que dividem este planeta conosco, estaremos rapidamente caminhando para um futuro construído por amor e compaixão, ao invés de um baseado em medo, dor e desigualdade que, se continuar nesse ritmo, acabaremos destruindo o planeta, em prol do nosso “gosto” adquirido pelos pedaços de animais fritos, grelhados e cozidos. Portanto, a “REVOLUÇÃO VEGANA” começa e é liderada diariamente, por seu prato, garfo e faca. E para obtermos essa paz tão sonhada, a raça humana depende do veganismo, de uma dieta baseada nas plantas vivas, frescas e integrais e não em cadáveres.



Exploração (subtítulo do capítulo 1)

      “Utilizar a palavra humanitário a qualquer ato de extermínio o transforma em um oximoro.”  Joanne Stepaniak M.S

          Indefesos animais são explorados pelo homem há milênios. Desde o advento da agricultura, no período neolítico, iniciamos com a exploração dos mais mansos, logo facilmente domesticados (ex: a vaca, dócil e fácil de ser domada, que nos fornece leite e maior quantidade de carne, face ao seu tamanho), bem como os animais úteis as nossas necessidades, como o cavalo, animal forte para arar o solo e ágil, boa montaria, com isso nos auxiliando a encurtar distâncias.
O ser humano os explora, não só com a função de comida e trabalho, mas com a ideia de que consegue obter a salvação de seus maus hábitos. Muitos povos antigos acreditavam que torturar animais, sacrificando-os como oferenda aos “deuses”, apaziguaria a ira desses, fazendo com que não jogassem “doenças” sobre nós. Destorcido entendimento de que nossas doenças fossem capricho dos deuses, ao invés de um estilo de vida errôneo.
         Conseguimos literalmente explorar todo o reino animal. Desde os mais variados animais terrestres, também os aéreos e marítimos, tornaram-se “prazeres degustativos”. Certas culturas chegam a comer até cavalos, golfinhos, cabras, cobras, ursos, jacarés. Australianos comem carne de canguru, enquanto chineses comem cérebro de macacos e carne de cachorro.  A culinária japonesa e seus peixes crus, usa inclusive o baiacu, que tem um veneno letal, que se não removido devidamente, pode matar o gourmandisse. O sushi de baiacu é uma “iguaria”, que, apesar de poder causar morte, muitos pagam e demasiado caro para comê-lo.
        Genitálias de certos animais são ingeridas como afrodisíacos. Fígado de ganso super alimentado, mais famoso pelo requintado nome francês “foie gras”.
         A pata do boi não se salva e vira mocotó e gelatina,  ou seja, a gelatina que comemos desde nossa infância, saída de uma linda caixinha colorida, não é nada além do que ossos, pele e outras partes do tecido conectivo de animais derretidos através do cozimento.
          Até os pobres e ínfimos insetos não fugiram da maldade do homem, por exemplo, as abelhas trabalham durante meses laborando seu mel, e lá vamos nós e roubamos sua comida.
         O bicho da seda é literalmente cozido vivo, para que roubemos sua seda. Gafanhotos, cigarras, grilos, cupins, baratas e outros insetos são comidos em diferentes culturas pelo mundo grelhados e servidos em espetinhos.
          Devido à imposição lucrativa da máquina “indústria  pecuária”, todo subproduto da produção de animais é reaproveitado e transformado em algo para gerar mais e mais capital. O couro utilizado na produção de roupas, sapatos, cintos, bancos de carros e inúmeros outros utensílios do nosso dia a dia, provém em sua maioria da pele do boi, pois milhares deles são mortos todos os dias. O couro desse animal é abundante e, portanto, bem barato, o que o torna o mais utilizado. No entanto, em menor proporção, as peles de outros animais também são utilizadas como a de cangurus, jacarés, cobras, porcos.
          Parece, simplesmente, não existir limites ao paladar do homem e ao nosso desejo por matar e metamorfosear todo tipo de pedaço animal em “comida” ou seus “restos” em utensílios. Complementando a afirmativa acima, pode haver extermínio humanitário? Isto não soa, no mínimo, incoerente?
          É óbvio que o consumo de produtos animais é antiético, pois não necessitamos deles para nos nutrir, ainda assim os escravizamos e matamos pelo simples “gosto”, que algumas de suas partes nos fornecem.
         Mais degradante do que a produção de animais para o consumo alimentar é a utilização para esportes, entretenimento, rituais e comércio de animais, que seres humanos desenvolveram nos últimos milênios. A caça, as touradas, sacrifícios para rituais, esportes como corridas de cavalo, rinhas (briga de galos, cachorros etc.), enjaular animais e vendê-los como mercadoria, assim como qualquer tipo de exploração animal, em prol barbáries, com entretenimento e lucro, denota o nível ao qual o ser humano desceu, optando pela exploração e sacrifício animal, quando a natureza lhe oferece gratuitamente seu alimento. Enfim, não conseguimos respeitar, zelar por outras formas de vida, que nunca se destinaram aos “propósitos” do homem.
        Durante a segunda guerra mundial, os nazistas fizeram experiências nos judeus, em nome da “ciência” e o mundo entendeu como algo ultrajante, mas nos laboratórios, em todo o mundo, são utilizados milhares de animais, sendo cometidas as mais bizarras atrocidades. Desde serem submetidos a cancerígenos, todo tipo de drogas farmacêuticas, até cosméticas, bem como substâncias e teste de dietas.
         Serão as vidas desses animais, seus sentimentos e sensações possíveis de serem negligenciadas? Será que cabe torturá-los e maltratá-los em prol dos luxos e “commodities” da vida moderna?
          Infelizmente, registro que minha visão e atitudes nem sempre foram essas, não via gaiolas de animais como prisão. Tal conclusão, entre tantas outras, só adotei após seguir o veganismo.  Hoje, não consigo entender como “donos” de animais conseguem manter seus queridos e preciosos companheiros presos atrás de grades por anos ou décadas. Será que o animal não merece sua liberdade natural, movimentar-se, escolher e buscar seu alimento, socializar-se com outros de sua espécie, ser livre?
         Considero que inclusive alguns veganos de longa data não  conseguem contemplar tamanha maldade e atrocidade, que acarretamos a esses seres e a nós mesmos nestes últimos milênios.
             Enquanto escravizarmos, explorarmos, abusarmos, escalpelarmos e matarmos esses animais, enquanto infligirmos à dor, mesmo aos “animais denominados inferiores”, nunca poderemos esperar vivenciar uma existência harmoniosa a saúde, pois segundo dizem velhos ditados: “colhemos o que plantamos” e “o que fazemos aos outros, volta em dobro”.
              Existem leis proibindo o maltrato de animais. Elas não se aplicam a todos animais? Serão restritas somente a algumas espécies consideradas “domésticas”? E como se enquadram os pobres animais torturados e criados exclusivamente para virarem comida?




Porque consumir uma dieta vegana?

“Em função de manter a sustentabilidade já que movemos perante uma população global de 9.1 bilhões de pessoas em 2050, estamos pedindo por uma mudança global em direção a uma dieta vegana e alegamos que o mesmo é crucial para salvar a população mundial da fome, escassez de combustível e os piores impactos nas mudanças climáticas.” Nações Unidas (ONU), relatório “Assessing the Environmental Impacts of Consumption and Production”.

Geralmente, pessoas adotam dietas veganas por três principais razões. Saúde, meio ambiente e direitos animais. Entretanto, ao analisarmos o assunto, vemos que existem pelo menos mais umas dezenas de razões benéficas para adotarmos uma dieta sem crueldade. Aprenderemos sobre algumas das mais importantes abaixo:

·         Término da fome mundial: de acordo com o ativista Gary Yourofuski, 65% (33) dos grãos produzidos em todo mundo, são destinados a engordar os animais que escravizamos para o abate. É sabido que, apenas com a diminuição no consumo de carne, já conseguiríamos acabar com a fome no mundo.
·         Melhor aparência física: Dietas veganas, caso não sejam baseadas em junk-food, são menos calóricas e com menor teor de gordura e, por isso, veganos aparentam mais jovens e são mais magros do que suas contrapartes onívoras. Laticínios são ligados à acne. Produtos animais em geral são ligados a obesidade. Dietas ricas em gordura causam a pele não ser devidamente oxigenada, assim ficando ressecada, envelhecendo muito mais rápido e causando celulites e outras complicações.
·         Mais fácil perda e manutenção do peso: De acordo com um estudo conduzido pelo renomado cardiologista Dr. Ornish, pessoas com sobrepeso que adotavam uma dieta quase vegana, hipo-lipídica, perdiam uma media de 11 quilos no primeiro ano e mantinham essa perda cinco anos depois. E a melhor parte, fizeram isso comendo mais comida que antes, sem contar calorias e sem sentir fome (3).
·         Melhor funcionamento cognitivo até idades avançadas: O consumo de grandes quantidades de fitonutrientes, antioxidantes são correlacionados a uma menor propensão a doenças degenerativas mentais, enquanto o consumo de uma dieta rica em gordura saturada (produtos animais) é ligado ao alzeihmer, demência e senilidade precoce (4,5 e 6).
·         Menores índices de doenças crônicas e agudas: dietas vegetarianas são ricas em antioxidantes, vitaminas, minerais, fitonutrientes e baixíssimas em gordura saturada e nulas em colesterol. Por isso, vegetarianos apresentam menores índices de diversos tipos de câncer, doenças coronárias, diabetes, osteoporose, alergia (o leite e seus derivados são altamente ligados a elas), constipação (produtos animais não contém fibra, um nutriente essencial para o bom funcionamento do intestino, para controlar o açúcar sanguíneo e diminuir o colesterol) etc. O estudo de Oxford, que estudou 6 mil vegetarianos e 5 mil não vegetarianos, durante 12 anos, mostrou que os vegetarianos morriam ou sofriam quase 50% menos dessas DCDs (doenças crônico degenerativas) e ainda tinham bem menos casos de apendicectomia (remoção do apêndice) (7)
     Menores fatores de risco: Veganos com saudáveis dietas hipo-lipídicas possuem menores níveis de triglicerídeos, insulina em jejum (8), colesterol total e ruim (9), homocisteína, pressão sanguínea, hemoglobina glicada (a1c), antígeno prostático específico (PSA), hormônios ligados à promoção do câncer como IGF-1 (10), testosterona, estrogênio, insulina, proteína-C reativa ultra sensível (hsCRP, o qual é um  marcador (indicador) de inflamação. Pessoas com altos níveis de hsCRP apresentam maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares como infarto e AVC) (11) entre outros. Estes são todos chamados de biomarcardores séricos. São substâncias em nosso organismo que podemos medir em laboratórios através de análise sanguínea e que indicam a propensão para diversas doenças. Altos níveis destas substâncias no organismo são relacionadas as principais doenças crônicas degenerativas.
·         Melhorar seu sistema imune: Sabemos já desde 1989, por uma pesquisa conduzida pelo “Centro de pesquisas alemão do Câncer” que embora vegetarianos tenham o mesmo número de células brancas (as que combatem doenças) comparados a onívoros, as dos vegetarianos é duas vezes mais efetiva em destruir seus alvos. Ou seja, não só células cancerígenas, mas virus também. (1000000)
·         Diminuir drasticamente ou cortar sua necessidade por remédios: Pessoas que adotam uma dieta vegana, largam sua necessidade ou diminuem seu uso de insulina, remédios para colesterol, pressão, asma (12, 13 e 14). Um exemplo são os fitoesteróis encontrados apenas nos alimentos das plantas, os quais reduzem o nível de colesterol sérico sem os usuais efeitos colaterais das drogas farmacêuticas.
·         Diminuir ou cortar sua ingestão de: Diversas bactérias patogênicas, como E.coli, pfiesteria e salmonella, encontradas na carne, principalmente em hambúrgueres, causam inúmeras complicações de saúde e até mesmo diversas mortes em crianças americanas. De acordo com o site do FDA (Administração Federal de alimentos e medicamentos Americano): “Apesar de poder ocorrer com todo tipo de alimento, os mais ricos em proteína, como carne, frangos, peixe e frutos do mar são os mais frequentemente envolvidos com doenças provenientes de intoxicação alimentar” (15). E por incrível pareça, a ingestão de agrotóxicos também é consideravelmente menor em uma dieta vegana, mesmo que não orgânica, devido à concentração biológica destes químicos nos tecidos dos animais.
·         Diminuir sua pegada ecológica: a produção de alimentos veganos consome muito menos recursos que a produção de qualquer alimento animal. Ao consumirmos vegetais, economizamos combustível fóssil, diminuímos o desmatamento e as queimadas, a degradação do solo devido às monoculturas de grãos e o peso de milhares de bois andando por meses no mesmo local, reduzimos o aquecimento global, o gasto desnecessário de milhões de litros de água e poluição causada pelo gás metano e esterco dos bilhões de animais criados para o abate que vão prejudicar a atmosfera e contaminar rios, lagos e nascentes.
·         Maior eficiência: Registre-se que, após o abate, o animal fornece uma pequena quantidade de alimento proporcional ao que foi utilizado para seu crescimento, gerando um déficit calórico, um gasto muito maior para produzir o alimento do que as fornecidas pelo alimento em si. Sem contar que é muito dispendioso devido ao laborioso processo de produção de carne e laticínios, principalmente se compararmos a simples produção dos alimentos oriundos das plantações de frutas e vegetais, que a natureza faz a maioria do “trabalho” de produção.
·         Alivio mental: por não estar contribuindo para as catástrofes ecológicas citadas no tópico anterior e não pagar pelo assassinato de diversos animais e auxiliar a extinção de diversas espécies a cada refeição que se faz, você vivencia um alívio sem igual.
·         Uma sensação única: de paz, leveza, clareza mental e mais energia. Maior compaixão por si mesmo e as outras formas de vida. Muitos relatam uma elevação espiritual, por não contribuírem com o assassinato e entupir seus corpos de cadáveres repletos de adrenalina. Devido ao medo da morte iminente, os animais ao serem abatidos liberam adrenalina, que permanece em seus tecidos após a morte e, obviamente, ingerimos.
·         Economia financeira: Grãos, legumes, vegetais e frutas são consideravelmente mais baratos, quando comparados aos produtos animais, se tratando de kg por kg. Enquanto o do feijão ou da banana gira em torno de 2 reais, o da carne fica em torno de 10 a 40 reais ou mais, quando se trata de carnes “nobres”. Já que as estatísticas indicam que veganos sofrem menos de diversas doenças crônicas e agudas, você terá menos gastos com sua saúde. Em um estudo conduzido pelo Dr. Ornish, pacientes com doenças coronárias, ao adotarem suas recomendações de uma dieta quase vegana, integral e baixa em gordura, economizaram em média 30 mil dólares ao ano, por terem cortado a necessidade por medicamentos, cirurgias e outros tratamentos caros.
·         Coma mais e menos ao mesmo tempo: Foi demonstrado que a cada aumento em 14 g de fibra, se diminuía em 10% o consumo de calorias totais, enquanto o indivíduo relatava estar saciado. Devido aos alimentos veganos serem os únicos que contém fibra, podemos entender que com uma dieta vegana naturalmente comemos mais, nos sentimos mais saciados e ingerimos na verdade menos calorias. Sem contar que a base de uma dieta vegana saudável, é alimentos ricos em carboidratos, os quais contêm apenas 4 calorias por grama, enquanto a gordura contém 9. Portanto, você pode chegar a comer duas vezes mais alimentos e ainda assim ingere menos calorias, (16)
·         Término da constipação: Como a dieta vegana integral é a mais rica possível em fibras, o funcionamento intestinal é, caso você coma quantidade de comida suficiente a cada refeição, se mantenha hidratado, pratique exercícios frequentes e mantenha seu sistema digestivo saudável, tão perfeito quanto o de uma criança.
·         Maior longevidade: Vegetarianos vivem em média 7 e veganos 15 anos a mais, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Loma Linda. Cientistas acreditam que uma das razões é provavelmente a baixa ingestão dos aminoácidos sulfúricos, os quais são abundantes em produtos animais(17). De acordo com uma pesquisa da universidade de Oxford, vegetarianos e ainda mais veganos, tem menor IMC (índice de massa corporal) do que onívoros, o que é ligado na literatura médica científica a uma melhor saúde e longevidade. 18
·         Maior diversidade: Ao invés de comer apenas, pizzas, hambúrgueres, sanduiches recheados de defuntos e churrasco toda hora, você provará de centenas de frutas e vegetais, dezenas de sementes, nozes, grãos, legumes, raízes e tubérculos, com diferentes texturas, sabores e cores, que ao serem frescos e devidamente preparados, fazem qualquer onívoro pedir por mais.
·         Melhor funcionamento sexual e reduzidos sintomas de menstruação: É consenso científico que o consumo de carne é ligado à impotência e problemas de fertilidade (19). Com um estilo de vida saudável, seus órgãos sexuais receberam mais sangue e oxigênio, o que significa um melhor funcionamento do membro sexual masculino. Eliminação completa de dores, câimbras menstruais, sintomas de TPM, entre outras complicações ligadas ao ciclo menstrual e tidas como “doenças normais” (20).



Devo suplementar com vitamina B12?






“Se você come carne, estará obtendo a B12 absorvida dos corpos das criaturas que você come. E essas criaturas obtiveram a B12 através de sua dieta de plantas ou da sua flora interna. Uma dieta rica em carne provavelmente contém mais B12 do que qualquer outra dieta, no entanto, não garante uma boa saúde”. Andrew Perlot, jornalista crudívoro vegano.






A vitamina B12, na atualidade, é um dos grandes fatores discutidos, quando alguém se torna vegetariano ou qualquer outra dieta na qual larga os produtos animais. Este é um dos últimos recursos da indústria, para amedrontar e tentar evitar que pessoas abandonem o consumo dos produtos animais. Eles alegam que apenas consumindo produtos animais conseguiremos este nutriente. Devemos relembrar que 70% dos animais na natureza, mais de 500 mil espécies, são crudívoros veganos e não sofrem de carência da mesma ou precisam de suplementação. Entretanto, sabemos que eles vivem em habitat natural, com sua dieta específica a sua espécie, não tomam medicamentos sintéticos e outros fatores de estilo de vida que auxiliam a saúde do organismo e a devida nutrição e metabolização de todos os nutrientes, inclusive da B12.



A B12, como toda outra vitamina é lábil (sensível) e facilmente danificada pelo calor, oxigênio e luz, portanto, cozinhar, processar ou pior ainda industrializar alimentos obviamente, como com toda outra vitamina, causa perda. O cozimento pode levar à perda da B12 na carne em até 40%, variando a quantidade de perda com o tipo de cozimento 6. Pesquisas mostram b12 contida em vários tipos de alimentos vegetais, só que quantidades muito pequenas ou análogos 7, entretanto, se tem b12 em alimentos vegetais, podemos acreditar que queimá-los, ops, cozinha-los, só vai reduzir o conteúdo da vitamina e possivelmente até causar alterações em sua biodisponibilidade? Ainda é algo não estudado cientificamente, mas que temos datado na literatura que ocorre para outros nutrientes.



Certos cogumelos específicos apresentam desde quantidades traços (0.01 µg) até quantidades mais consideráveis de (1.09-2.65 µg) de b12 8, a cada 100 gramas de seu peso seco. Uma pesquisa nos índios Tarahumara, famosos por serem quase veganos e terem uma saúde esplendida, sugere que eles obtinham sua b12 pela ínfima quantidade de proteína animal em sua dieta e também pelos alimentos vegetais que consumiam, que eram fertilizados com adubo animal e até pela água que bebem. Os pesquisadores sugeriram até mesmo que outras possíveis fontes de b12 seriam uma dieta rica em carboidrato e fibras, que possivelmente poderia aumentar o crescimento e migração das colônias de bactérias que sintetizam a vitamina b12 para o íleo (parte do intestino delgado aonde a vitamina é absorvida) ou pela produção na boca, por bactérias orais 9.


Sabemos que os solos na natureza, principalmente em florestas tropicais, nosso habitat natural da onde civilizações primitivas e animais consomem seus alimentos, são muito mais ricos nutricionalmente falando do que os solos que obtemos nossos alimentos vindo de monoculturas ricas em agrotóxicos e solos extremamente degradados e estéreis. Alimentos orgânicos contém mais diversos tipos de nutrientes, como vitaminas, minerais e antioxidantes 10. Se bactérias produzem b12 e a microvida do solo é afetada pela saúde do mesmo, será que não matamos ou prejudicamos os microrganismos produtores de b12 ao usar agrotóxicos, monoculturas e uma agricultura focada em produção em massa ao invés de um meio de plantio mais natural, mais enriquecedor do solo como uma agricultura sintrópica?


Sabemos que animais na natureza comem dietas específicas de sua espécie, a qual são anatômica, fisiológica e bioquimicamente adaptados a tal. Vemos primatas comendo quase que exclusivamente frutas e vegetais, vacas comendo vegetação, porcos e javalis comendo tubérculos etc. pássaros comendo grãos, ao invés de vermos primatas antropóides (nossa classificação biológica também) comendo arroz, feijão, batatas, vacas, vegetais, industrializados e embutidos etc. queimados ao fogo e misturados com dezenas de outros alimentos na mesma refeição, como seres humanos modernos fazem.


Com certeza, por uma perspectiva antropológica, evolutiva, genética, seres humanos não foram feitos para o consumo de vários dos grupos alimentares que usamos hoje, como cereais, leguminosas, tubérculos e produtos de origem animal, só conseguimos comê-los devido ao fogo, sal e temperos. Crus, eles são inpalatáveis, não prazerosos e até mesmo impossíveis de serem consumidos em uma refeição, como os animais que são criados para estes alimentos os facilmente obtém, comem, digerem e sentem prazer no alimento. Portanto, não sabemos o quanto comer alimentos não adaptados à nossa espécie, ainda por cima queimados que produzem inúmeras substâncias tóxicas, cancerígenas, mutagênicas, genotóxicas, clastogênicas, teratogênicas, pro-inflamatórias, influenciam no processo nutricional, aumentando estresse oxidativo, reduzindo a ingestão de micro e fitonutrientes, fornecendo antinutrientes que causam inúmeras alterações nutricionais, aumentando processo inflamatório, mudando a ecologia do nosso microbioma etc. pode influenciar no processo nutricional. Sabemos que as toxinas do cozimento prejudicam parâmetros metabólicos, como no caso dos AGEs (subprodutos da glicação avançada) e várias doenças crônicas.


Vivemos em um mundo esterilizado, longe das bactérias e microrganismos aos quais seriamos expostos na natureza, com a água sendo clorada e fluoretada, os alimentos sendo excessivamente lavados e esterilizados antes do consumo, com água sanitária (hipoclorito de sódio, químico sintético com inúmeros efeitos colaterais). Alcoolismo, dietas não saudáveis vegetarianas, doenças gastrointestinais, má absorção intestinal, gás hilariante, vários tipos de medicamentos como a metmorfina para diabéticos, antiácidos tais como bloqueadores h2, inibidores da bomba de protões, falta do fator intrínseco, auxiliam na contribuição à deficiência de B12. O ácido estomacal é necessário para liberar a b12 do alimento e as proteínas ligadoras de transcobalamina transportam à b12 para absorção no fígado. Então, não é só uma questão de consumo da vitamina, mas da saúde e do estilo de vida do indivíduo 11, 12, 13. Um estudo em indianos sugeriu que ocorria produção de b12 no seu intestino delgado, só que ao migrar para os estados unidos, sua flora intestinal era alterada se tornando similar à de americanos e a produção anulada no seu intestino delgado 14.


E devo lembrar que apenas ser um vegetariano estrito, não é o suficiente para ter a nutrição de seu corpo otimizada, já que ser vegano apenas indica que o indivíduo não come produtos animais, mas pode ter outros péssimos hábitos e problemas de saúde que prejudicam seu processo nutricional. Vegetarianos e veganos, são famosos, por largarem os produtos de origem animal e compensarem na comida industrializada vegana, alimentos fritos e tentar recriar a culinária onívora industrializada, rica em farinhas, açúcares, óleos, só que vegetais. Não sei de estudos científicos verificando a diferença entre pessoas saudáveis em uma dieta e estilo de vida crudívoro vegano higienista (a forma que nossos ancestrais viveram durante milhões de anos) para veganos vivendo de forma sedentária, fumando, bebendo e comendo comida cozida, junk-food e os níveis séricos de b12, folato, homocisteina e outros fatores que interferem no metabolismo da b12.


Apesar do forte ataque de várias fontes sugerindo que dietas vegetarianas são deficientes nesta vitamina, a deficiência da B12 foi descoberta primariamente em onívoros 15, portanto devemos ficar cientes que ela não ocorre apenas em vegetarianos e uma dieta onívora não o protege desta deficiência. Ademais, é amplamente reconhecido que a incidência de tal deficiência é bem rara, até mesmo em veganos e não existe evidência que veganos, apesar de terem menos dessa vitamina em seus organismos, sofram consideravelmente mais desta carência 16. E hoje em dia até mesmo os animais da indústria da morte são suplementados com b12, então o onívoro suplementa indiretamente pelos pedaços de animais mortos que consome.


A B12 não é produzida nem por plantas nem por animais, mas por bactérias. Existem 21 diferentes gêneros de bactérias que produzem a vitamina B12. Em solos saudáveis, essa vitamina ocorre como um subproduto destes microrganismos, portanto, os alimentos vegetais crescidos em tais solos conterão tal vitamina 17. Portanto, ela é encontrada na superfície de quase todas as plantas orgânicas. A B12 pode ser ou não encontrada dentro e por fora dos alimentos que comemos tanto os de origem animal ou vegetal. E em seres humanos saudáveis, ela é produzida por bactérias naturalmente presentes no intestino, nas passagens nasais e da garganta e nós normalmente reabsorvemos muito da nossa própria B12 em nossas secreções biliares, na reciclagem através do sistema entero-hepático, a qual a vesícula biliar joga a b12 no intestino em prol de ser reabsorvida 18, 19.


É sugerido que ao lavarmos nossos alimentos, lavamos também a B12, assim a descartando. Muitas pessoas sabendo disso tentam lavar pouco seus alimentos, ou até mesmo se criam organicamente em casa, não os lavam. Isso se deu origem devido ao trabalho do cientista James Helsted, que provou que uma civilização iraniana de veganos que não lavam seus alimentos excessivamente e eles são provenientes de solos saudáveis, não sofriam de deficiência de B12 20, 21.


De acordo com o Dr. John Mcdougal, praticamente todos os casos de deficiência de B12, ocorre independente da ingestão dietética. Ela ocorre devido a problemas de má absorção desta vitamina devido a doenças intestinais ou generalizadas e má nutrição (excesso ou insuficiência de nutrientes), causada por pobreza ou estilos de vida “excêntricos". Estas condições são na verdade fatores de confusão em artigos científicos, que fizeram pesquisadores associarem errado, vegetarianos a deficiência de B12 22.


O Dr. Douglas Graham, higienista, frugívoro e supervisor de jejuns à base de água, também alega o mesmo e comenta que vários de seus clientes com deficiência de B12, os quais ele submeteu a jejuns com apenas água, sem suplementos ou alimentos de qualquer gênero, no final do jejum, após 24 dias sem consumir nada além de água, obtinham novamente índices normais e saudáveis. Ele sugere que outros profissionais que supervisionam jejuns têm a mesma experiência com seus clientes. Ou seja, se não consumiram nutriente algum e os níveis de B12 melhoraram, o problema era na absorção, ou produção endógena (interna)? A Naturopata, Dr. Gina Shaw, do reino unido relata o mesmo 22. Graham, em seu livro “A dieta 80/10/10”, sugere que um dos grandes fatores contribuintes a deficiência de tal nutriente é uma dieta rica em gordura, que prejudica a produção do fator intrínseco, que leva a dificuldade de absorção de B12. 


Portanto, entendemos que o importante é se manter sadio, praticando uma abordagem holística a saúde e nutrição, já que uma deficiência pode ocorrer independente de o quanto você consome deste nutriente. De acordo com especialistas, devido a armazenarmos tal vitamina e ela ser utilizada tão lentamente, pode levar até cinco anos, para um onívoro que se tornou vegetariano, apresentar deficiência de tal vitamina.


Existem outros pontos a se considerar, como os padrões médicos de quantidades séricas estipulados como “normais”, serem na verdade anormais. Sabemos que pessoas saudáveis não frequentam médicos, assim sendo a maioria dos testes e parâmetros que são obtidos e estipulados como “normais” são feitos com pessoas doentes, ou “saudáveis” perante a norma de pessoas que comem comida cozida. O que quero sugerir, é que os padrões da vitamina B12, quando verificados em uma sociedade que vive de alimentos cozidos e hábitos não saudáveis, se tornam altamente subjetivos. Assim como muitos indivíduos consomem suplementos e produtos enriquecidos com B12, o que vai fornecer uma média diferente.


O impressionante e mais triste é que onívoros devido ao seu alto consumo de produtos animais na atualidade sofrem elevados riscos de doenças coronárias, diabetes, cânceres e ficam imensamente preocupados em adotar uma dieta vegana devido ao risco de “deficiência de B12” que supostamente veganos sofrem quando abandonam produtos animais. Já que câncer, doenças cardíacas, diabetes são as doenças que mais matam e não deficiência de B12, acredito ser insensata tamanha preocupação. Quantas pessoas você conhece sofrendo de excesso de proteína animal, gordura saturada, colesterol, falta de fitonutrientes, antioxidantes etc. sofrendo destas doenças crônicas e quantas você conhece sofrendo de deficiência de b12?


Quis passar uma visão ampla da questão da b12, pela perspectiva de um crudívoro vegano, que vive de frutas, vegetais e oleaginosas cruas há mais de 11 anos e pratica e estuda, a ciência da saúde, um modelo de saúde que acredita que a saúde se resulta da vida saudável e mostrar que apesar de haver muito debate sobre a b12, ainda não existe um consenso e uma grande parte da população sofre de deficiência, independente de ser onívoro, vegetariano ou vegano, acredito que ainda existe muito a se descobrir. Apesar de seu próprio autor não suplementar há 11 anos, mantendo níveis séricos baixos mais baixos do que vistos como ideais, e conhecer outros frugívoros que seguem tal dieta há 30 a 40 anos e também não suplementam e não vivenciam sintomas de deficiência de b12, minha recomendação como nutricionista para meus pacientes e meus leitores é, façam os exames e suplementem, seguindo as orientações do seu nutricionista/médico.


Não é porque a suplementação de b12 é algo não natural que não precisamos suplementar já que todos nós vivemos estilos de vida completamente não naturais (cidades grandes, poluição, comida cozida com agrotóxico etc.), o ideal é garantir sua segurança, acima de tudo. Além disso, não temos noção de toxicidade por suplementação de vitamina b12 na literatura, a não ser acne e rosácea devido a mega doses, e portanto, você urinará qualquer excesso 23, 24, 25. De acordo com o famoso Framingham Study, nem vegetarianos nem onívoros tinham os melhores níveis de b12, mas sim as pessoas suplementando, ao que nos faz concluir que até mesmo em produtos de origem animal, a B12 tem baixa biodisponibilidade ao comparada a suplementos. De acordo com os pesquisadores: “Um estudo recente em 173 idosos, não achou associação entre a ingestão dietética e os níveis séricos”, “a alta frequência de níveis levemente anormais de cobalamina nos idosos não pode ser atribuído a baixa ingestão do nutriente. Explicações não dietéticas devem sempre serem buscadas 26”.


 Chega a ser engraçado pois a mídia sempre enfatiza o que veganos estão ou ficariam supostamente deficientes, mas sabemos que onívoros também sofrem de anemia (deficiência de ferro), defeitos congênitos do tubo neural (deficiência de folato), bócio (deficiência de iodo), osteoporose (deficiência de cálcio) etc.


Mas também não é só suplementar e não se preocupar com sua saúde. Atentem a vida saudável, pois nutrição e comida não são sinônimos, não é só ingerir o nutriente e ser nutrido por ele, o corpo precisa estar saudável para conduzir os processos de assimilação, metabolização, reciclagem, evitar o catabolismo excessivo etc.


Curiosidade: A necessidade real desta vitamina é tão reduzida, que é avaliada em microgramas (a milionésima parte de uma grama), portanto, ela é medida como mcg ou µg. 1000 µg = a 1 miligrama. A DRI para a vitamina b12 é de 2.4 microgramas para adultos.


Caso deseje verificar seus níveis de B12, o teste mais preciso é o teste urinário de ácido metilmalônico, também conhecido pela sigla (uMMA). Se este ácido estiver no seu nível normal no sangue (< 370 nmol/l) ou na urina (< 4 mg/mg creatinina), significa que seu corpo tem B12 suficiente.


Dica: Existem dois tipos de suplementação de B12, a metil cobalamina e a cianocobalamina. Entretanto, a cianocobalamina contém cianeto, uma toxina, que é naturalmente encontrada em sementes de frutas, como a maça. Assim as autoridades que defendem suplementação geralmente recomendam a Metil cobalamina. Embora existam várias formas de suplementar, geralmente, a mais indicada pelos profissionais é a sublingual 27,28,29.


Sintomatologia: Para conhecimento geral e informação do leitor, os usuais sintomas de deficiência de B12 são mãos e pés dormentes, déficits cognitivos como confusão, coordenação muscular fraca, irritabilidade, lentidão mental, problemas de memória, anemia megaloblástica, entre outros.


  


6 - Kazuko Yamaguchi, Junzo Hayashi, Effects of Various Cooking Methods on Vitamin B12 (II), The Japanese Journal of Nutrition and Dietetics, Released October 29, 2010




7 - Fumio Watanabe et al; “Vitamin B12-Containing Plant Food Sources for Vegetarians”. Nutrients 2014 May; 6(5): 1861–1873.




8 - Watanabe et al; (2012). Characterization of Vitamin B12 Compounds in the Wild Edible Mushrooms Black Trumpet (Craterellus cornucopioides) and Golden Chanterelle (Cantharellus cibarius). Journal of nutritional science and vitaminology. 58. 438-41. 10.3177/jnsv.58.438.




9 - Maria T. Cerqueira, Martha McMurry Fry, William E. Connor; “The food and nutrient intakes of the Tarahumara Indians of Mexico”. The American Journal ofClinical Nutrition 32: APRIL 1979, pp. 905-915.




10 - Crinnion WJ1.”Organic foods contain higher levels of certain nutrients, lower levels of pesticides, and may provide health benefits for the consumer”. Altern Med Rev. 2010 Apr;15(1):4-12.




11 - Rusher DR, Pawlak R (2013) A Review of 89 Published Case Studies of Vitamin B12 Deficiency. J Hum Nutr Food Sci 1(2): 1008.




12 - de Jager J et al;  Long term treatment with metformin in patients with type 2 diabetes and risk of vitamin B-12 deficiency: randomised placebo controlled trial.” BMJ. 2010 May 20;340:c2181. doi: 10.1136/bmj.c2181.




13 - Institute of Medicine. Dietary reference intakes for thiamin, riboflavin, niacin, vitamin B6, folate, vitamin B12, pantothenic acid, biotin, and choline. Washington, DC: National Academy Press, 1999.




14 - Albert MJ, Mathan VI, Baker SJ. Vitamin B12 synthesis by human small intestinal bacteria. Nature. 1980;283(Feb 21):781-2.




15 - Rauma AL et al.  “Vitamin B-12 status of long-term adherents of a strict uncooked vegan diet (“living food diet”) is compromised”. J Nutr.1995 Oct;125(10):2511-5. (7)




16 - Ibid.




 17 - Victor Herbert, MD, JD “Vitamin B-i 2: plant sources, requirements, and assay” Am J Clin Nutr September 1988 vol. 48 no. 3 852-858.




18 - Mozafar A.”Enrichment of some B-vitamins in plants with application of organic fertilizers”. Plant & Soil. 1994;167:305-311.




19 - Albert Mi, Matham VI, Baker Si. Vitamin B-l2 synthesis by human small intestinal bacteria. Nature l980;283:781-2.




20 - Halsted JA, Carroll J, Rubert S. "Serum and tissue concentration of vitamin B,2 in certain pathologic states". N Engl J Med l959;260: 575-80.




21 - Victor Herbert, MD, JD “Vitamin B-i 2: plant sources, requirements, and assay” Am J Clin Nutr September 1988 vol. 48 no. 3 852-858.




21 - Dr. John Mcdougal “Vitamin B12 Deficiency—the Meat-eaters’ Last Stand” Vol. 6, No. 11.




22 - Karen Ranzi “Creating Healthy Children” SHC Publishing; First Edition edition (2010).




23 -  Jansen T, Romiti R, Kreuter A, Altmeyer P. Rosacea fulminans triggered by high-dose vitamins B6 and B12. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2001 Sep;15(5):484-5.




24 - Sherertz EF. Acneiform eruption due to "megadose" vitamins B6 and B12. Cutis. 1991 Aug;48(2):119-20. |




25 - Braun-Falco O, Lincke H. [The problem of vitamin B6/B12 acne. A contribution on acne medicamentosa (author's transl)]. MMW Munch Med Wochenschr. 1976 Feb 6;118(6):155-60. | 




26 -  Katherine L Tucker, Sharron Rich, Irwin Rosenberg, Paul Jacques, Gerard Dallal, Peter WF Wilson, Jacob Selhub; Plasma vitamin B-12 concentrations relate to intake source in the Framingham Offspring Study, The American Journal of Clinical Nutrition, Volume 71, Issue 2, 1 February 2000, Pages 514–522.


27 - ToxGuide for Cyanide. Agency for Toxic Substances and Disease Registry. Centers for Disease Control. July 2006. Accessed 2/7/2012.




28 Minimal Risk Levels. Toxic Substances Portal. Agency for Toxic Substances and Disease Registry. Centers for Disease Control. Accessed 2/8/2012. |




29 Opinion of the Scientific Panel on Food Additives, Flavourings, Processing Aids and Materials in Contact with Food (AFC) on hydrocyanic acid in flavourings and other food ingredients with flavouring properties. The EFSA Journal (2004) 105.



30 - Natural Toxins in Fresh Fruit and Vegetables. Canadian Food Inspection Agency. Accessed 2/8/2012.

Algumas das fotos do livro e de dentro do livro, de gráficos de pesquisas científicas e de dentro da indústria animal.





* Fotos retiradas do livro (as de dentro das factory farmings são cedidas pelo PETA).