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A Dieta do Éden - O guia ao crudivorismo, a dieta original


A DIETA DO ÉDEN - 
O guia ao Crudivorismo frugivorismo, a dieta original 




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Valor: 65 reais

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(2 ediçao o nome do livro era Saúde Frugal - O guia ao crudivorismo).

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Amostra gratuita (Para ler as primeiras 20 páginas do livro, clique abaixo):

https://drive.google.com/file/d/0B73hDGsjjHlmandOMmxwWTJqTUU/view?usp=sharing

Tamanho: 16 x 23
Número de páginas: 272
Edição atual: 1 edição revisada


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Texto da contracapa:



Cientistas acreditam que a raça humana habita a terra há 8 milhões de anos.

Antropologistas sugerem que há menos de 10 mil anos foi iniciada a prática do cozimento, entretanto, em uma quantidade ínfima comparada a atual. Todas as mais de 700.000 espécies que habitam o planeta, viveram, vivem e continuaram a viver e prosperar em uma dieta completamente crua. Diferente do ser humano moderno, nenhuma delas apresenta as doenças denominadas “normais”.



De acordo, praticamente, com todas as áreas que podemos abordar, desde diversas ciências, história e a própria mitologia, está comprovado que existiu realmente uma era dourada, um paradisíaco Jardim do Éden, no qual a raça humana vivia uma eterna paz, livre de doenças, uma existência prístina. Os parâmetros dentários de nossos ancestrais, nossa fisiologia, anatomia, necessidades nutricionais, entre outros,indicam que seres humanos, ao longo de sua existência, foram primariamente animais frugívoros, ou seja organismos que baseiam suas dietas em frutas e vegetais tenros.



Mas todas as evidências apontam que, devido as condições climáticas adversas, fomos literalmente expulsos daquele paraíso. Seres humanos foram forçados a fazer o possível para sobreviver. Começaram a utilizar o fogo para transformar alimentos impróprios a sua espécie em sua alimentação, alimentos esses impossíveis de serem consumidos em sua forma crua. Com isso, mudando sua relação com a natureza, abandonando seus prístinos hábitos dietéticos e mudando para sempre o rumo da raça humana.



Se você quer descobrir o porquê do índice de doenças aumentar a cada dia, apesar dos avanços da medicina moderna. Se você quer descobrir porque algumas pessoas chegam a ser centenárias em perfeitas condições físicas e livres de doenças, enquanto outras sofrem inúmeras condições degenerativas e morrem aos 50 anos ou antes.



Se você deseja evitar ou até mesmo reverter qualquer tipo de doença, obter um melhor rendimento físico e mental, seja para seu esporte ou trabalho, praticar uma dieta em que você come o quanto desejar de alimentos doces e nunca engorda, ter mais energia, literalmente, parar o processo de senescência e aparentar e se sentir mais jovem que nunca, você tem, no momento, o segredo em suas mãos. Este livro será o

seu primeiro passo de volta ao paraíso e a verdadeira herança de saúde e vida próspera que a natureza nos deu, quando da nossa criação. Acredite, envelhecer não é sinônimo de adoecer, assim como a doença não é um processo inevitável da vida.



Índice

Capítulo 1 - O CAOS, sua natureza, consequências e extinção
Capítulo 2 – O crudivorismo
Capítulo 3 – Nutrição Instintiva
Capítulo 4 – Saúde Frugal
Capítulo 5 – A Higiene Natural
Capítulo 6 – Ciência nutricional
Capítulo 7 – Como ser bem sucedido na dieta frugal
Capítulo 8 – Perguntas Frequentes
Capítulo 9 -  Cardápios higienistas e análise nutricional







O texto abaixo, é um ínfimo trecho do livro:




Os problemas provocados pelo cozimento


Quanto mais cozinhamos, mais destruímos o nosso alimento, mais ele perde o valor nutricional e se torna cada vez mais prejudicial à saúde. Um alimento cozido “estraga” mais rápido do que um alimento cru, quando fora da geladeira, porque o cozimento causa a oxidação e assim o alimento rapidamente se deteriora. Na verdade, após o cozimento, ele já está “estragado”. Se cozinhamos em temperaturas altas, durante longo tempo, a única coisa que sobrará será cinza. Nutricionalmente falando, não existem benefícios em cozinhar alimentos crus, apenas malefícios. Portanto, só deveríamos cozinhar na falta prolongada de alimentos crus e frescos. Ou seja, deveríamos cozinhar apenas, quando estivéssemos perto da inanição, muito tempo sem conseguir alimentos.

Interessante o fato de quase todas as pessoas atearem fogo em seu alimento. Se não ateiam diretamente, utilizam uma panela, passando o calor para o alimento e fica visível a olho nu a destruição e a perda da vida do alimento, ele vai ficando murcho, perde sua cor vibrante e cada vez mais escuro. Se ficar fora da geladeira, estraga rapidamente.

Não entendemos que o fogo que queima nossa mão ao expô-la, é aquele que aquece nossa comida. Sabemos que morreríamos se fossemos “cozidos” ou expostos ao fogo em altas temperaturas, mas não temos noção da destruição que o fogo causa na comida e dos efeitos deletérios que sofremos ao consumi-la após essas alterações químicas. Como podemos acreditar que tal prática não é maléfica?

Quando aquecemos alimentos a pouco mais de quarenta graus Celsius damos início a inúmeros problemas. Como uma regra exata, se a panela estiver tão quente a ponto de não conseguirmos colocar nossa mão, acima do que ela pode suportar, esta temperatura já é o suficiente para alterar de forma adversa seu alimento.

O cozimento acarreta os seguintes danos:

* A perda do real sabor do alimento, engana nossos sentidos, permite a ingestão de alimentos não adaptados a nossa fisiologia. Torna viável a ingestão de alimentos cujo o gosto não é apreciado por nossas papilas degustativas em seu estado cru. Alimentos cozidos, ricos em amido e gordura, são insípidos a língua humana, precisam de temperos e outras substâncias para “dar sabor” e por isso os utilizamos (sal, açúcar, glutamato monossódico). Entretanto, esses condimentos são nocivos a saúde, irritam nossos órgãos digestivos e prejudicam a digestão. Uma banana fresca, crua e madura é deliciosa ao natural. Entretanto quando cozida, quase não tem gosto e por isso colocamos açúcar e canela.

* A remoção da água de dentro do alimento. Esta é uma das principais razões que pessoas adeptas a comida cozida sentem tanta sede. Sabemos que o corpo humano é em sua maior parte constituído pela água e, portanto, ela é um dos nutrientes essenciais à saúde humana, no entanto, jogamo-la “fora” ao cozinhar.

* Enzimas, coenzimas e a maior parte das vitaminas são destruídas pelo calor. A fibra, antioxidantes, fitonutrientes também são danificados. Enquanto os minerais, ao invés de serem destruídos, são perdidos (lixiviados na água) e os que ficam se tornam menos biodisponíveis. É amplamente conhecido que diversos nutrientes como vitaminas, enzimas e fitonutrientes são especialmente vulneráveis e destruídos, mesmo quando submetidos a temperaturas relativamente baixas.

* A coagulação e deaminação das proteínas, tornando-as menos digestíveis e assimiláveis ao corpo. Proteínas não digeridas devidamente são uma das principais causas de alergias, pedras e falhas dos rins, artrite e outras doenças autoimunes.

* A caramelização e desorganização dos carboidratos, tornando os alimentos menos digeríveis. Outros problemas são gerados, como a produção de acrilamidas, uma substância altamente cancerígena, descoberta recentemente. Em adição, carboidratos cozidos contém glicotoxinas e uma destas é um (AGE) “produto final da glicação avançada”. (AGEs) contaminam o corpo, deixando-o vulnerável ao Câncer, Alzheimer e várias outras doenças e causando o envelhecimento precoce.

* As gorduras tornam-se rançosas quando expostas ao calor, ar ou luz. E, ao serem cozidas ficam “grudentas”, facilmente agarrando nas paredes de nossas artérias. Verificamos quão grudenta é a gordura cozida, quando lavamos pratos e panelas usadas para cozinhar e comê-las. Ou ao lavarmos nossas mãos após comer pizza sem talheres. Agora imagine o que ocorre quando essa gordura grudenta percorre suas artérias.

Quando aquecemos a gordura, ela fica rançosa, produzindo radicais livres, acroleinas e outros mutagénos e cancerígenos. Para agravar, o cozimento transforma algumas gorduras insaturadas em saturadas. Métodos de cozimento em altas temperaturas (frituras, churrascos) fazem a gordura produzir substâncias cancerígenas como a acroleína, hidrocarbonetos, nitrosaminas, benzopirenos, entre outras.

* Como confirmado por centenas de pesquisas no prestigioso livro “Diet, Nutrition and Cancer”, durante o cozimento são formadas antivitaminas, antinutrientes, perigosos radicais livres, substâncias cancerígenas e mutagénas, que não se encontravam anterior ao cozimento. Radicais livres são comprovadamente uma das causas do câncer. Quando você diminui a quantidade de radicais livres em seu corpo, você diminui seu risco de câncer. Cozinhar, queimar ou defumar produz altos níveis de moléculas heterocíclicas, muitas das quais adutam ao DNA e são cancerígenas.

* Nosso sistema imune reage à introdução de alimentos cozidos da mesma maneira que substâncias patogênicas como bactérias e vírus. A leucocitose digestiva ocorre após a ingestão de alimentos cozidos, demonstrando que não é algo normal ou benéfico ao nosso corpo.

* As fibras naturais são radicalmente alteradas, aumentando o tempo dos alimentos no trânsito intestinal. O mesmo alimento cru, que passa rapidamente pelo nosso intestino, demora o dobro ou o triplo do tempo quando cozido. Isto facilita a fermentação de carboidratos, a putrefação de proteínas, causando a intoxicação, já que os subprodutos deste processo de apodrecimento vão parar na corrente sanguínea.

* O cozimento facilita a ingestão excessiva de calorias, devido a dois fatores, o primeiro é que a perda de água, ocorrida durante a fervura, diminui o volume do alimento, facilitando ao indivíduo conseguir ingerir uma quantidade maior e anormal. Esclareça-se ainda que a densidade calórica dos alimentos usualmente cozidos, tende a ser maior do que a de nossos alimentos naturais, por isso consumimos quantidades absurdamente maiores do que conseguiríamos se o alimento estivesse cru.

* A má nutrição causada pela ingestão de alimentos cozidos faz com que nosso corpo, mesmo já satisfeitos, ansie por mais nutrientes, devido ao fato de nossas células estarem mal nutridas. Levando-nos a consumir mais alimentos. O que é sem dúvida uma das causas de desordens alimentares e obesidade.

Resumindo, comida cozida é um veneno, que apesar de atuar lentamente, deteriora e destrói o corpo humano com o passar do tempo.

Abaixo, mais um pequeno trecho da parte da conclusão do livro:

                                          “Só sei que nada sei” Sócrates, filósofo grego.

Após o início do estilo de vida higienista, como descrito neste livro, todas as minhas alergias, desde a infância, foram curadas, bem como o catarro, dores de garganta, mau hálito matinal, faringite, gengivite, fadiga crônica, princípio de diabetes, febres, infeções e inflamações frequentes, também muitas das minhas dores de coluna. Sumiram os problemas respiratórios, que alguns médicos diziam que eu tinha “nascido com eles” e não teria como eliminá-los, só reduzi-los através de cirurgia.
Após duas décadas de sofrimento e uma qualidade de vida longe do ideal, cansei de seguir recomendações e prescrições médicas, recusando-me a fazer cirurgias, terapias, exames, tomar remédios etc.. Entretanto livrei-me de todos os “incuráveis” problemas, que vivenciei durante praticamente toda minha vida.

Todos os inúmeros sintomas que possuía relacionados à diabetes (apesar de nunca ter sido diagnosticada) desapareceram, como sede e urina frequente, candidíase e fadiga crônica. Meus problemas digestivos, constipação crônica, gases, inchaço intestinal e dores abdominais foram curadas.Por derradeiro, vi-me livre das minhas dores de coluna, quando estava prestes a operar. Tudo isso aconteceu graças a ter alterado meu estilo de vida e me tornado um crudívoro. Por isso a razão deste livro, compartilhar com você, caro leitor, o que é possível, com uma simples alteração de vida - fácil, prática e prazerosa.

Nos últimos cinco anos, praticando o crudivorismo, mantive meu peso sem esforço algum, diferente de todo o resto da minha vida, em que vivenciei continuamente o famoso “efeito sanfona”. Passei a ter uma performance mental e física, imensuravelmente maior do que já havia tido, indo desde uma melhor performance escolar, profissional, desportiva até outros aspectos do cotidiano.

Estou livre de praticamente todos os maus odores corporais, vivencio dia a dia uma sensação única de pureza interna, em outras palavras uma sensação de limpeza fisiológica.Aparento mais jovem, inclusive comparando com minha aparência de cinco anos e meio atrás, quando adotei o estilo de vida higienista. E além de tudo, sinto-me mais jovem do que em toda minha vida.

Não sinto frio em temperaturas nas quais a maioria das pessoas precisam se agasalhar. Não sinto calor, nem sede, de baixo do sol forte, ainda que me exercitando freneticamente. Nunca mais fiquei resfriado, não tenho caspa ou espinhas. E, provavelmente, um dos melhores benefícios é a clareza mental, calma, paz de espírito, bem estar e alegria constante. Estes são apenas alguns dos benefícios vividos e, a cada ano que passa, continuo a ser surpreendido por novas incríveis melhoras em minha saúde e bem estar.

A mais de cinco anos e meio, levo uma vida baseada nos princípios da Higiene Natural, tendo feito alguns jejuns higienistas longos. O maior foi de 24 dias, consumindo apenas água. Tenho uma clareza mental, sem precendentes para mim, junto com níveis de saúde sem igual na sociedade moderna. Antes desse atual estilo de vida, sofri de frequentes resfriados, febre, dores de garganta, espirros, e outras das usuais enfermidades que todos consideram normais. Hoje, não acredito mais que sejam normais esses sintomas, já que nunca mais os vivenciei.

Nestes cinco anos, nunca mais tomei nenhum tipo de remédio, vacina, suplemento ou qualquer coisa do gênero. Não pratiquei nenhum tipo de terapia, cirurgia ou outro procedimento similar.E longe disso tudo, recuperei e mantive minha saúde de forma inigualável e infinitamente melhor do que quando adotava esses métodos. 

Apesar de nossa natureza tão simplista, o universo em que vivemos é extremamente complexo e, por isso, o homem está começando a aprender e talvez nunca compreenda totalmente o funcionamento do corpo humano e das leis da natureza. Portanto, prefiro, confiar na sabedoria da Natureza e nos métodos naturais, que deram certo até os dias de hoje e são inerentes e instintivamente praticados pelos seres humanos em condições naturais. Ao contrário da prática usual que, apesar de recomendada pela maioria dos praticantes da medicina, falhou comigo durante meus 22 primeiros anos de existência.

Empenhemo-nos em entender a ordem racional de como operam a natureza, os organismos vivos e o mundo em que vivemos, instituída pela força maior que promoveu a vida na terra. E, inteligentemente, obedecer tais leis, para que possamos em cooperação com a natureza, viver uma vida harmoniosa e obter todas as benesses da vida para qual todo ser humano foi criado.
Espero do fundo de meu coração que estas informações lhe sejam proveitosas. Cabe, agora, a você determinar o rumo da sua saúde e de sua vida.

Subcapítulo do livro


Sal (cloreto de sódio) 

Cloreto de sódio, o famoso sal de cozinha, é um mineral inorgânico extraído do mar. Por ser inorgânico, nosso corpo não pode utilizá-lo e, portanto, sua ingestão leva este mineral a ser mantido e acumulado em nosso corpo, o que leva a retenção de água para diluí-lo e, por isso, consumidores de sal possuem uma aparência inchada.

O inchaço e a retenção hídrica é um sinal claro de que o cloreto de sódio é tóxico e não foi assimilado. Os usuários de sal sentem sede constante e bebem muita água. Esse é o principal indício de que a substância que adoram, está desidratando e os matando.

As plantas ao sintetizar seus alimentos, retiram os minerais inorgânicos do solo, transformando-os em orgânicos. Em seu estado orgânico, como encontrado nos alimentos das plantas, é a única forma a qual os animais podem assimilá-los e, portanto, se beneficiar deles. Agora em sua forma inorgânica, como o sal, suplementos e outras formas não naturais de extrair e consumir minerais, são deletérios a saúde humana e incapazes de serem utilizados. Nossa necessidade é pelo mineral orgânico sódio, e não pelo inorgânico cloreto de sódio (sal de cozinha).

“No Japão antigo, Samurais cometiam o hari-kari para acabar com sua desonra. Quase todos nós já ouvimos o fato que eles esfaqueavam a si mesmos em um ritual de suicídio. Mas existiam outras formas e uma delas era uma longa morte agonizante, para aqueles com as maiores desonras. Era ingerir um saco de sal marinho, com menos de 450 gramas e uma pequena quantidade de água, em torno de um litro, e consumi-los o mais rápido possível.
O resultado era a destruição do interior do corpo, assim como a desidratação. A morte não era instantânea, mas na manhã seguinte era certa. Marinheiros por todo o mundo são ensinados que não devem beber a água do mar se querem sobreviver a um naufrágio e estão sem água potável, porque beber água do mar causa morte por desidratação.” Higiniesta Dr. Tim Trader

Para termos noção de quão nocivo é o sal, é necessário apenas ter uma ferida aberta e entrar na água do mar, isto é o suficiente para percebermos o quão irritante e destrutivo ele é. Agora imagine o que esta substância vil e irritante, em uma forma refinada e concentrada causa dentro do seu delicado organismo, correndo por suas artérias, veias e em contato com seus tecidos e células.

 O excesso de sal é acumulado em vários lugares no corpo, tais como as paredes das artérias, o qual prejudica o fluxo sanguíneo e assim elevando a pressão sanguínea, o que aumenta a chance de problemas cardíacos e todos os problemas ligados a circulação sanguínea, até mesmo a impotência sexual.

De acordo com o famoso estudo nutricional DASH, é completamente previsível o aumento da pressão sanguínea, a medida que o consumo de sal aumenta. Portanto, se você consome sal, por mais que você não tenha problemas agora, eles definitivamente virão mais cedo ou mais tarde 7.
Em seu livro “Raw Secrets”, Frederic Patenaude fala: “O corpo humano precisa de menos de 500 mg de sódio diariamente (talvez um pouco mais se você for extremamente ativo) e uma colher do melhor sal marinho céltico contém 1900 mg de sódio. O sal mata a vida, é por isso que preservamos os alimentos com sal, assim prevenindo a atividade da vida de ocorrer. O sal é um antibiótico (o que significa literalmente “anti-vida”).” .

Cloreto de sódio (sal) mata as papilas degustativas. E isto é fácil de comprovar, já que todos sabem que usuários de sal sempre reclamam que sua comida não está salgada o suficiente e sempre pedem por mais sal na refeição, alegando que ela está insossa. Enquanto o indivíduo não larga tal hábito nocivo, é impossível realmente apreciar o sutil sabor das frutas e vegetais.

 A dose letal de ingestão de sal é em média 100 gramas. Há indivíduos que alegam até mesmo 60 gramas ou menos, se for ingerido de uma só vez. Não precisamos de pesquisas para provar o quão nocivo é uma substância quando uma ínfima dose de gramas, ingeridas de uma só vez, é fatal ao organismo humano. Portanto, praticamente todos na civilização moderna consumindo sal, praticam um suicídio lento, já que pequenas doses não matam, mas certamente envenenam e aceleram o processo.

Apesar do amplo conhecimento que o sal é nocivo, as recomendações nutricionais de sódio continuam altíssimas, por serem influenciadas pela indústria alimentícia, a qual para fornecer mais “gosto” a seus alimentos, carrega-os de grandes quantidades de  sal . E diminuir tais recomendações, seria  reduzir drasticamente a quantidade  utilizada em  praticamente todos os “alimentos” vendidos na atualidade. Apesar de ser altamente benéfico à saúde do consumidor, ia ser péssimo para o sabor dos alimentos vendidos e, portanto, pra comercialização dos industrializados.

Apesar do consumo de sal ter aumentado drasticamente, devido à alimentação industrializada e os danos terem se tornados amplamente visíveis e reconhecidos pelos profissionais de saúde, a maioria apenas recomenda a ingestão “moderada” após os cinquenta anos de idade ou para hipertensos. Entretanto, após cinquenta anos de consumo de uma substância tão vil e não nutritiva ao corpo humano, ele obviamente terá sido amplamente danificado.

Médicos e nutricionistas recomendam o corte da ingestão de sal para pessoas com pressão alta, problemas cardíacos, nefronpatias (doenças nos rins) e inchaços (edema). Entretanto, pessoas saudáveis podem "consumir livremente", o que é prejudicial e tóxico a doentes. Claro que todas essas pessoas que contraíram essas doenças, eram saudáveis um dia, e um grande fator causal no desenvolvimento delas foi o sal e a falta de admoestação e educação sobre seu consumo. Na atualidade, 17 milhões de brasileiros sofrem de hipertensão, o que amplamente comprova o que o aumento no consumo de sal vem causando 8.

Japoneses são famosos por possuírem pressão alta e por consumirem grandes quantidades de sal, em seus fermentados de soja. Inúmeras civilizações "primitivas" nunca consumiram sal e eram robustos, saudáveis e não apresentavam nenhuma deficiência devido sua falta. Índios e outras populações “primitivas” nunca utilizaram sal antes da chegada do "homem branco”, e eram saudáveis, não demonstrando deficiências ou necessidade alguma de sódio, além do naturalmente contido nos alimentos. Na verdade, a utilização do sal é bem recente, comparado aos milhões de anos que seres humanos habitam o planeta terra.

Todo o sal, desde o normal, até o marinho, do Himalaia, Céltico ou qualquer outro tipo vendido como “natural” é tóxico, irritante e corrosivo ao nosso organismo. Eles geralmente contêm metais tóxicos, como o chumbo, cádmio, mercúrio e hidróxido de alumínio (um metal tóxico, fortemente ligado à doença de Alzheimer). Não obstante que o sal comum é geralmente iodado. Apesar do iodo em sua forma orgânica e natural contido nos alimentos ser essencial, iodo adicionado pela indústria alimentícia é inorgânico e, portanto, inassimilável e tóxico.

Nossos alimentos naturais já contém as proporções ideais de minerais, inclusive de sódio. O consumo excessivo  de sódio  causa a hipertensão, desidratação, edema, problemas cardíacos, infarto, entre inúmeras outras doenças.


CIÊNCIA DO CRUDIVORISMO — PORQUE EU NÃO TENHO FOGÃO E NÃO QUEIMO MEUS ALIMENTOS HÁ 14 ANOS   (Nutricionista Eduardo Corassa)


O crudivorismo é o ato de se alimentar com alimentos crus. Crudivorista é uma pessoa que come uma dieta exclusivamente crua. O homem é o único organismo vivo que altera quimicamente seu alimento através do cozimento. Existem quase 700.000 mil espécies animais no planeta e de todas elas, somente o homem não vive de alimentos orgânicos e não cozidos.


Dados antropológicos indicam que a raça humana habita a terra em média há 8 milhões de anos. Dados de antropologia, paleoantropologia e geologia, indicam que seres humanos provavelmente desenvolveram o uso do fogo há aproximadamente 1 milhão de anos, entretanto, não se sabe ao certo quando seres humanos começaram a cozinhar. Já que não tínhamos internet, modismos antigamente não pegava tão rápido, então não sabemos quando a prática do cozimento foi disseminada, mas acreditamos que foi durante a última era glacial, que ocorreu há 100 mil anos, que levou ao congelamento do globo, a falta de nossos alimentos naturais, frescos, diretos da árvore (Frutas, vegetais e oleaginosas), impulsionando seres humanos a acharem soluções para sobreviverem. 


Ao descobrir que o fogo nos permitia a alterar alimentos insossos e indigestos crus, como grãos, leguminosas, tubérculos, carne, ovos, etc. seres humanos por questões de sobrevivência, começaram a cozinhar. Com certeza, não foi por gosto, já que sem temperos, sem sal, sem panelas para cozinhar devidamente o alimento (panelas foram inventadas há menos de 10 mil anos), sem talheres, sem pratos, sem tigelas para misturar os alimentos e torná-los no que chamamos na atualidade de “refeição equilibrada e nutritiva”, não teríamos tanto prazer em comer arroz, feijão, batata, vaca, menstruação de galinha não fertilizada e secreções mamárias de ruminantes. 


 No dia 15 de maio de 1979, o prestigiado Jornal New York Times publicou que o Dr. Norman Walker, antropólogo da Universidade de John Hopkins, através de um microscópio de elétrons, descobriu diferenças impressionantes ao comparar padrões de desgastes dentários de duas espécies de humanos da pré-história, Homo Erectus e Australopiteco. Os desgastes dentários do Homo Erectus eram de um animal onívoro, que comia uma dieta variada de raízes, nozes, frutas, folhas verdes e carne. Enquanto os de seus antecessores, o Austrolopiteco, era de um frugívoro, comendo uma dieta exclusiva de frutas, vegetais, sementes e nozes. Parafraseando Galeno, médico e filósofo romano da antiguidade, um dos pais da medicina:  “O primata é como o homem em víscera, músculos, artérias, veias, nervos e ossos.”  


Seres humanos, como são constituídos geneticamente, extremamente similares aos primatas antropoides, são feitos primariamente para sentir o gosto doce, na ponta da sua língua. Uma indicação biológica da nossa predisposição ao consumo de frutas e vegetais, os únicos alimentos doces que existem na natureza. Até o ser humano aprender a refinar e industrializar o açúcar da cana e da beterraba, o único açúcar na natureza por toda a evolução do planeta terra foram apenas as frutas maduras e vegetais suculentos. 


Portanto, ao analisarmos diferentes ciências, percebemos que o ato de cozinhar os alimentos é algo extremamente recente em termos de evolução humana, algo feito por menos de 0,00000001% do nosso tempo de existência. E por mais que começamos a cozinhar provavelmente há 100 mil anos, com tanta fruta e vegetal cru e fácil de ser consumido, saboroso e prático, duvido que seres humanos cavariam à terra até achar, batatas ou inhames feios, duros e cheios de terra, colheriam minúsculos grãos que demoram muito tempo para serem colhidos e que só pássaros os consomem na natureza, colheriam feijões secos e insossos, aprisionariam e abateriam as vacas, limpariam suas entranhas, ossos e sangue até chegar a sua “bela picanha”, montariam um fogaréu, desenvolveriam uma panela (pois antes da panela, só podiam queimar as coisas diretamente no fogo como em um “churrasco primitivo”, e passariam algumas horas para montar tal refeição “saudável e cozida” e  a consumiriam sem sal e temperos, já que o uso do sal é algo que tem menos de 3 mil anos aproximadamente, e todo marinheiro sabe que ao naufragar, não deve beber água do mar, pois pode até mesmo o matar de desidratação. 

Portanto, obviamente, posso questionar a perda de nutrientes que todos nós já ouvimos falar que ocorre com o cozimento. Posso questionar a formação dos PRMs, os subprodutos da reação de Maillard , aproximadamente 420 substâncias tóxicas que são formadas durante o cozimento, as quais mesmo pouco estudadas ainda, muitas são consideradas, cancerígenas, mutagênicas, genotóxicas, teratogênicas, clastogênicas, pró-inflamatórias, diabetogênicas, pró- ateroscléroticas, neurodegenerativas e responsáveis por atrofia cerebral (no caso dos AGEs – subprodutos da glicação avançada), imunotóxicas, reprotóxicas, oncogênicas, entre outros problemas. 


Posso questionar que permite seres humanos comerem alimentos não adaptados a nossa espécie, como grãos, leguminosas, tubérculos, produtos de origem animal entre outros. Porque devemos pensar, se a ciência prova que evoluímos por milhões de anos consumindo uma dieta frugívora (primariamente frutas, vegetais e oleaginosas como nossos parentes mais próximos, os primatas antropoides) e já que não conseguimos comer cru e com gosto, arroz, quinoa, feijão, grão-de-bico, inhame, aipim, pedaços de animais, ovos e secreções mamárias, será mesmo que nossa anatomia, fisiologia e bioquímica é adaptada a tais alimentos e nosso processo nutricional não será afetado pelo consumo dos mesmos? Será que não seríamos mais saudáveis consumindo uma dieta similar a qual nossos corpos evoluíram por milhões de anos? 


A óbvia predisposição do paladar humano ao doce e ao salgado (o primeiro constituinte das frutas e vegetais – açúcares e sais minerais), a predisposição ao espectro de todas as cores que nossos olhos conseguem enxergar, primatas tem capacidade visual extremamente desenvolvida, não só enxergando cores mas como profundidade, através do que chamamos de visão estereoscópica o que permite uma vida arbórea e a diferenciação de frutas verdes e maduras, assim sendo atraído pelos alimentos mais nutritivos (frutas maduras, ricas em fito nutrientes). 


A óbvia predisposição de nossas mãos e polegares opostos, que permitem a vida arbórea e a coletar frutas e vegetais que cabem perfeitamente em nossas mãos (imagine um leão tentando subir em árvores, coletar frutas e consumi-las. Ele não enxerga cores, não tem como coletar alimentos ou se pendurar em galhos e não tem a capacidade de sentir o gosto doce, muito menos a possibilidade de digerir carboidratos pela sua falta de amilase, enzima gástrica e salivar que digere amido).


  Portanto, existem milhares de questionamentos que posso fazer ao cozimento, mas, para simplificar e caber em apenas um rápido artigo, porque não comer alimentos direto da árvore, como a criação fez para ser, como fizemos por 8 milhões de anos antes do fogo e o que mantém nossos parentes mais próximos saudáveis e fortes ao longo de 40 milhões de anos de evolução, já que um chimpanzé vive primariamente de frutas e folhas (sua proteína vem em sua grande maioria da fruta), ele pode em média comer um outro macaco pequeno uma vez por mês ou até levar 3 meses sem consumir e em pequenas quantidades, dividindo para uma tribo inteira poucos macacos. E ele é o mais “onívoro” de todos os primatas, enquanto o próprio gorila de 260 quilos é praticamente vegano, tendo algum consumo raríssimo de insetos. 


Se estes animais compartilham 99% do nosso material genético e são mais saudáveis e fortes que seres humanos, porque temos tanto medo de comida crua? Se as 700 mil espécies que compartilham o planeta conosco vivem de comida crua e só o ser humano cozinha e sofre de doenças degenerativas, porque temos medo alimentos crus, achando que fruta é prejudicial a saúde? Se temos dados científicos epidemiológicos que o consumo insuficiente de frutas é a principal causa de morte no mundo e que frutas e vegetais até mesmo previnem diabetes, obesidade, câncer, doença cardiovascular, doenças respiratórias, doenças neurológicas e psiquiátricas, porque não aprender com “animais inferiores” sobre como nos nutrir melhor. Pois o animal superior, aka homo sapiens “homem sábio” não tem sido tão sábio assim, achando que podem queimar e industrializar os alimentos perfeitos fornecidos pela criação, alimentos que brotam das árvores, coloridos, doces e suculentos, e melhorá-los. Chega a ser piada chamar os primatas antropóides de “onívoros”, quando as pesquisas médicas científicas indicam que eles como nós somos frugívoros não especializados. Quando muitos o chamam de onívoros e comparam seres humanos que comem proteína animal, todo dia, em toda refeição, queimada no fogo, com sal, temperos e misturada com dezenas de ingredientes vegetais para saborizá-la.


Queimar os alimentos perfeitos que a natureza nos fornece é ao meu ver, um insulto a criação e de acordo com o Dr. Francis M Pottenger, em uma pesquisa de 100 anos atrás em gatos, causava degeneração da espécie deles com efeitos transgeracionais e epigenéticos. Agora vemos seres humanos nascendo com todo tipo de doença crônica e cada vez mais fracos e doentes. Será que não estamos nos deteriorando ao cozinhar? Será que realmente é tão difícil, comer mais bananas, caquis, figos, melancias, laranjas, alface, tomate, pepino, brócolis, couve-flor, repolho, castanha do pará, nozes, semente de girassol, pistaches, ervilhas frescas, milho fresco, etc.?


       De um nutricionista que vive há quase 14 anos de comida crua, sugiro fortemente, considerar ler mais sobre a ciência do crudivorismo, e como sua saúde pode melhorar drasticamente, como a minha melhorou. Há 14 anos, era diabético, obeso, doente, imunodeficiente entre inúmeros outros problemas. Eu decidi que não queria mais sobreviver mas sim prosperar e fiz a melhor mudança da minha vida. Joguei meu fogão fora, e aprendi a Cruzinhar. 


Parte 2 - Anatomia, Fisiologia e bioquímica de animais carnívoros, herbívoros e frugívoros



Carnívoros São os animais que comem a princípio outros animais, não apenas alguns cortes da carne, mas o animal praticamente inteiro. Têm um sistema intestinal curto, apenas três vezes o tamanho do corpo, permitindo a passagem da carne de forma relativamente rápida, antes que ela tenha alguma chance de apodrecer e causar doenças. Eles engolem a carne sem nem mesmo mastigá- -la, enquanto que os herbívoros e frugívoros precisam mastigar e salivar seu alimento preparando-o para a digestão.


Eles secretam ácido hidroclorídrico 1100% mais forte do que os humanos (ácido necessário para digestão de proteínas), e tem ácidos estomacais tão fortes que conseguem digerir até os ossos. Possuem fígados maiores do que os animais vegetarianos, permitindo lidar com maiores quantidades de proteína e seus subprodutos. Possuem sangue, urina e salivas ácidas e uma tolerância a micróbios que seriam mortais a qualquer humano. Ausência de ptialina (amilase salivar), enzima essencial para a digestão de carboidratos, presente na saliva de animais que comem plantas. Secretam a enzima Uricase, que quebra o ácido úrico, que é um produto tóxico do metabolismo da proteína da carne. Ausência também da glicoquinase, enzima contraladora do metabolismo de carboidratos, Suam apenas pela língua e por isso ofegam com a língua para fora, com o intuito de se resfriar. 


Possuem quatro patas que os auxiliam em uma rápida locomoção para caçar. Tem dentes pontudos e garras adaptadas para devorar sua presa, conseguindo facilmente rasgar a carne de suas vítimas. Suas mandíbulas se movimentam apenas na vertical e são protuberantes, o que facilita abocanhar e comer animais. Sua cavidade oral permite abocanhar por completo suas vítimas, conferindo uma óbvia vantagem em capturar, matar e desmembrá-las. Sua capacidade de farejar é infinitamente maior do que a dos seres humanos o que facilita caçar. Carnívoros caçam e comem carne para sua sobrevivência e nutrição, sua programação biológica é feita para tal, sentem prazer no ato da caça e ao devorar o animal vivo.


 Tem o verdadeiro instinto de caça e assassino. Eles se deliciam com carne crua e comem o animal inteiro, incluindo seus ossos, órgãos, sangue, pois isso é necessário para nutrição deles. Estudos demostram que, se eles consumirem apenas a “carne” como nós o fazemos, sofrem deficiências nutricionais e sinais de osteoporose e osteomalacia, já que a grande maioria do cálcio na dieta deles é obtida através da ingestão dos ossos do animal. Eles precisam do animal fresco e inteiro, carne, ossos, músculos, orgãos como o intestino etc8 e ainda por cima, não precisam das alterações nutricionais e patológicas da carne cozida. Possuem necessedidades nutricionais completamente diferentes dos herbívoros e frugívoros. 


Em termos de macronutrientes, precisam de uma dieta rica em gordura e sofrem de diabetes, quando são alimentados com uma dieta rica em frutas. Como leciona o renomado médico vegano Dr. John McDougall: “Uma das diferenças nutricionais entre carnívoros e os outros animais (incluindo os seres humanos), que se alimentam das plantas, é a habilidade de fazer vitamina A de um precursor encontrado em grandes quantidades nas plantas, chamado betacaroteno. Os carnívoros não conseguem utilizar o betacaroteno como um precursor da vitamina A. Eles não necessitam dele e durante sua evolução, sempre tiveram um fornecimento pré-formado de vitamina A (retinol) na carne. Assim como são incapazes de sintetizar niacina (vitamina b3), o qual é um nutriente abundante na carne.


 Devemos lembrar que eficiência é essencial para a sobrevivência de uma espécie, portanto seria ineficiente produzir constantemente no corpo algo que é desnecessário. Da mesma forma, a vitamina C que é abundante nas plantas e isenta na carne,os carnívoros, são capazes de sintetizá-la, portantonão é uma vitamina para eles, pois não é "vital"

Herbívoros comem primariamente grama, folhas e ervas. Seus intestinos são delicados e convolutos vinte ou mais vezes, mais longos que seu corpo. Possuem três a quatro compartimentos estomacais, por precisarem de um aparato digestivo mais elaborado devido à necessidade de processar sua dieta rica em alimentos fibrosos, com compostos como a celulose. Por isso, são capazes de secretar a celulase e outras enzimas que são necessárias para digerir os diversos tipos de plantas que ingerem. Possuem e andam nas quatro patas e diferente dos carnívoros, tem cascos que são feitos para facilitar sua movimentação através de longas distâncias nos gramados. Como os frugívoros, suam por seus poros através de todo seu corpo, em função de se resfriar. Seus dentes e mandíbulas são adaptados para mastigar e triturar, uma habilidade única de animais que se alimentam de plantas. 


Possuem uma natureza pacata e inofensiva e tendem a comer durante todo o dia, devido à baixa densidade calórica de seus alimentos naturais. Podemos facilmente observar vacas e outros animais herbívoros salivando ao comer e ver a vegetação, um claro indício de sua diferente natureza dietética comparado aos carnívoros ou frugívoros.  Frugívoros Se alimentam primariamente de frutas e vegetais. Possuem um sistema intestinal completamente diferente dos carnívoros ou herbívoros. Consideravelmente mais longo do que o dos carnívoros e mais curto que os herbívoros. É em média, dez a doze vezes o tamanho do seu corpo e contém um estômago e duodeno.


 São dotados de faces e mandíbulas retas, que se movimentam vertical e lateralmente, enquanto os carnívoros não possuem movimento lateral e tem a face e mandíbula projetadas para frente. Possuem 32 dentes (12 molares, 8 pré-molares, 8 incisivos e 4 caninos). Exatamente a mesma ordem e quantidade que seres humanos. Possuem duas mãos e pernas ao invés de quatro patas e podem andar em dois apoios e eretos, como nós. Qualquer pessoa, analisando e comparando, percebe a diferença nos dentes afiados e pontudos dos carnívoros em comparação aos dos primatas antropóides e os do homem. 


Os caninos dos frugívoros não são afiados ou longos como o deles. Outro fator que claramente demonstra que frugívoros não foram projetados pela natureza para a caça e o consumo de carne é a falta de ferramentas físicas que constituem um predador. Não possuem grandes dentes afiados ou uma imensa abertura das mandíbulas, garras afiadas, veneno ou até mesmo a grande velocidade que um carnívoro consegue desenvolver para alcançar sua presa. Usain Bolt, o corredor mais rápido da história, consegue alcançar uma velocidade de 44 km/h, enquanto o geopardo, chega a 115. A boca do frugívoro não consegue nem machucar ou tirar pedaços de outro animal se eles tentarem abatê-lo. Como herbívoros, se resfriam através do suor por toda sua pele, ao invés de pela língua. São apenas capazes de beber líquidos através de goles, utilizando a sucção com a boca e não como carnívoros o fazem, com lambidas de suas longas línguas protuberantes para jogar a água para dentro. Frugívoros têm seu sangue, urina e saliva alcalinas. São dotados de visão colorida e binocular. Seres humanos e os primatas são praticamente os únicos animais que conseguem sentir o gosto doce e possuem uma inclinação natural por alimentos doces. 


Possuem uma anatomia que os permite escalar árvores e viver uma vida arbórea, movimentando-se por elas. Suas mãos e polegares opostos permitem que segurem e manipulem pequenos objetos, como descascar frutas, sementes e vegetais. O número e a posição das glândulas mamárias, a posição e estrutura dos 75 órgãos sexuais, o tipo da placenta humana entre inúmeros outros fatores é extremamente similar ao dos primatas antropóides, comprovando o fato que a constituição do ser humano é frugívora. Alguns sugerem que não somos animais, então não podemos utilizar a anatomia comparada e as similaridades fisiológicas e biológicas para determinar a alimentação natural humana. 


Entretanto, precisamos nos enquadrar em alguma categoria, somos vegetais ou animais. Apesar de não sermos “animais”, com que tipo de animal na natureza você acredita que somos mais parecidos? Uma vaca, um leão, um pássaro, ou um primata antropóide? Curiosidade: Humanos possuem intestinos levemente mais curtos que as outras espécies frugívoras. Acredita-se que isto é devido a sermos criados para um percentual de frutas maior do que eles.



Parte 3 - Malefícios do Cozimento


“Não mateis nem homens, nem animais, nem o alimento que vai para vossa boca. Pois, se comerdes comida viva, a mesma vos vivificará, mas se matardes a vossa comida, a comida morta também vos matará. Pois a vida só vem da vida, e da morte só vem à morte. Tudo o que mata os vossos alimentos, mata-vos o corpo também. E tudo o que mata o vosso corpo também mata vossa alma. E o vosso corpo torna o que são os vossos alimentos, como o nosso espírito se torna o que são nossos pensamentos” O Evangelho Essênio da Paz.


Os danos provocados pelo cozimento Quanto mais cozinhamos, mais destruímos o nosso alimento, mais ele perde o valor nutricional e se torna cada vez mais prejudicial à saúde. Um alimento cozido “estraga” mais rápido do que um alimento cru, quando fora da geladeira, porque o cozimento causa a oxidação e assim o alimento rapidamente se deteriora. Na verdade, após o cozimento, ele já está “estragado”.


 Se cozinhamos em temperaturas altas, durante longo tempo, a única coisa que sobrará será cinza. Nutricionalmente falando, não existem benefícios em cozinhar alimentos crus, apenas malefícios. Portanto, só deveríamos cozinhar na falta prolongada de alimentos crus e frescos, quando estivéssemos ameaçados pela inanição. Interessante o fato de quase todas as pessoas atearem fogo em seu alimento. 


Se não ateiam diretamente, utilizam uma panela, passando o calor para o alimento e fica visível a olho nu a destruição e a perda da vida do alimento, ele vai ficando murcho, perde sua cor vibrante e cada vez mais escuro. Não entendemos que o fogo que queima nossa mão, é o mesmo que "aquece" nossa comida. Sabemos que morreríamos se fossemos “cozidos” ou expostos ao fogo em altas temperaturas, mas não temos noção da destruição que o mesmo causa na comida e dos efeitos deletérios que sofremos ao consumi-la após essas alterações químicas. 


Como podemos acreditar que tal prática não é maléfica? Quando aquecemos alimentos acima de 47° Celsius damos início a inúmeros problemas. Como uma regra exata, se a panela estiver tão quente a ponto de não conseguirmos colocar nossa mão, esta temperatura já é suficiente para alterar de forma adversa qualquer alimento. O cozimento acarreta os seguintes danos: 


A perda do real sabor do alimento, engana nossos sentidos, permitindo a ingestão de alimentos não adaptados a nossa fisiologia. Torna viável a ingestão de alimentos cujo o gosto não é apreciado por nossas papilas degustativas em seu estado cru. Alimentos cozidos, ricos em amido e gordura, são insípidos a língua humana, precisam de temperos e outras substâncias para “dar sabor” e por isso os utilizamos (sal, açúcar, MSG). Entretanto, esses condimentos são nocivos a saúde, irritam nossos órgãos digestivos e prejudicam a digestão. Uma banana fresca, crua e madura é deliciosa ao natural. Entretanto quando cozida, quase não tem gosto e por isso colocamos açúcar e canela. 


A água é removida de dentro do alimento. Esta é uma das principais razões que pessoas adeptas da comida cozida sentem tanta sede. Sabemos que o corpo humano é em sua maior parte constituído por água e, portanto, ela é um dos nutrientes essenciais à saúde, no entanto, jogamo-la “fora” ao cozinhar. Enzimas, coenzimas e a maior parte das vitaminas são destruídas pelo calor. A fibra, antioxidantes e outros fitonutrientes também são danificados. Enquanto os minerais, ao invés de serem destruídos, são perdidos (lixiviados na água) e os que ficam se tornam menos biodisponíveis. É amplamente conhecido que diversos nutrientes como vitaminas, enzimas e fitonutrientes são especialmente vulneráveis e destruídos, mesmo quando submetidos a temperaturas relativamente baixas. 


A coagulação, desnatarução e a deaminação das proteínas, as torna menos digestíveis, assimiláveis e biodisponíveis ao corpo. Proteínas não digeridas devidamente são uma das principais causas de alergias, pedras e falhas dos rins, artrite e outras doenças autoimunes. } A caramelização e dextrinização dos carboidratos, torna os alimentos menos digeríveis. Outros problemas são gerados, como a produção de acrilamidas, uma substância altamente cancerígena.


 Em adição, carboidratos cozidos contém glicotoxinas e uma destas é um (AGE) “subproduto final da glicação avançada”. (AGEs) contaminam o corpo, deixando-o vulnerável ao câncer, alzheimer e várias outras doenças, causando o envelhecimento precoce. As gorduras tornam-se rançosas quando expostas ao calor, ar ou luz. 


E, ao serem cozidas ficam “grudentas”, facilmente agarrando nas paredes de nossas artérias. Verificamos quão grudenta é a gordura cozida, quando lavamos pratos e panelas usados para cozinhá-las e comê-las, ou ao lavarmos nossas mãos após comer pizza sem talheres. Agora imagine o que ocorre quando essa gordura grudenta percorre suas artérias. Em termos científicos, a gordura aquecida forma hidroperóxidos e aldeídos, composto geno, neuro e citotóxicos e marcardores do estresse oxidativo.


 Quando aquecemos a gordura, ela fica rançosa, produzindo radicais livres, 58 acroleinas e outros mutagénos e cancerígenos. Para agravar, o cozimento transforma algumas gorduras insaturadas em saturadas. Métodos de cozimento em altas temperaturas (frituras, churrascos) fazem a gordura produzir substâncias cancerígenas como os hidrocarbonetos, nitrosaminas, benzopirenos, entre outras. 


Como confirmado por centenas de pesquisas no prestigioso livro “Diet, Nutrition and Cancer” do comitê da "National Research Council", durante o cozimento são formadas antivitaminas, antinutrientes, perigosos radicais livres, substâncias cancerígenas e mutagénas, que não se encontravam ali, antes do cozimento. Radicais livres são comprovadamente uma das causas do câncer. 


Quando você diminui a quantidade de radicais livres em seu corpo, você diminui seu risco de câncer. Cozinhar, queimar ou defumar produz altos níveis de moléculas heterocíclicas, muitas das quais adutam ao DNA e são cancerígenas. Nosso sistema imune reage à introdução de alimentos cozidos da mesma maneira que substâncias patogênicas como bactérias e vírus. A leucocitose digestiva ocorre após a ingestão de alimentos cozidos, demonstrando que não é algo normal ou benéfico ao nosso corpo. As fibras naturais são radicalmente alteradas, aumentando o tempo dos alimentos no trânsito intestinal. O mesmo alimento cru, que passa rapidamente pelo nosso intestino, demora o dobro ou o triplo do tempo quando cozido. Isto facilita a fermentação de carboidratos, a putrefação de proteínas, causando a intoxicação, já que os subprodutos deste processo de apodrecimento vão parar na corrente sanguínea.


 O cozimento facilita a ingestão excessiva de calorias, devido a dois fatores, o primeiro é que a perda de água, ocorrida durante a fervura, diminui o volume do alimento, facilitando ao indivíduo conseguir ingerir uma quantidade maior e anormal. Esclareça-se ainda que a densidade calórica dos alimentos usualmente cozidos, tende a ser maior do que a de nossos alimentos naturais, por isso consumimos quantidades absurdamente maiores de calorias do que naturalmente consumiríamos. } A má nutrição causada por calorias vazias faz com que nosso corpo, mesmo já satisfeito, ansie por mais nutrientes, devido ao fato de nossas células estarem mal nutridas. Levando-nos a consumir mais alimentos. O que é sem dúvida uma das causas de desordens alimentares e obesidade. 

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