terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Toxinas do cozimento, SOP (Sindrome do ovário policístico) e Endometriose


Trecho do meu próximo livro "O veganismo para mães, pais e bebês". 

Toxinas do cozimento, SOP (Sindrome do ovário policístico) e Endometriose



Os chamados AGEs, subprodutos da glicação avançada, uma toxina formada geralmente pelo processo de cozimento mas que pode também ocorrer de forma endógena, é uma das toxinas resultantes do processo de cozimento mais estudada, principalmente pois na atualidade ela tem sido correlacionada com as principais doenças crônico degenerativas e por serem reconhecidas como um agente inflamatório e oxidativo.

SOP, ou mais conhecida como Síndrome do Ovário Policístico, a mais comum anormalidade endócrina em mulheres em fase reprodutiva através do mundo ocidental, é uma doença caracterizada pelos altos níveis de androgênios (hormônios masculinos) na mulher. E tida como incurável e correlacionada a obesidade, diabetes, sedentarismo. Talvez a principal causa de infertilidade, disfunção menstrual e hirsutismo (excesso de pelos no corpo). No entanto, pesquisas vem demonstrando que mulheres que sofrem desta doença, tem altos níveis séricos de AGEs, geralmente o dobro da quantidade, comparado a mulheres que não sofrem 342482482347242. E os níveis de AGEs se correlacionam a patogênese da doença, independente de outros fatores de risco como a obesidade. Mesmo em mulheres magras, níveis altos de AGEs séricos se correlacionam a doença. Os AGEs são encontrados dentro de ovários policísticos, assim como elevados níveis de RAGEs (Receptores para os subprodutos da reação de Maillard) 342482482347243, 342482482347244. Em apenas dois meses, em uma dieta pobre em AGEs, consideráveis mudanças benéficas em diferentes biomarcadores como sensibilidade insulínica, estresse oxidativo, níveis de hormônios mudam drasticamente, fazendo os pesquisadores sugerirem que mulheres com SOP teriam excelentes resultados em uma dieta pobre em AGES. Porque não uma dieta praticamente isenta de AGEs, já que é o cozimento que causa a formação destas glicotoxinas e principalmente produtos de origem animal contém quantidades imensamente maiores destas toxinas, porque não uma dieta vegetariana riquíssima em antioxidantes que é o que auxilia a redução dos níveis séricos e da formação destes compostos de forma endógena também? 342482482347245

E como nós higienistas gostamos de sugerir, o corpo é uma unidade. Todas as doenças modernas têm uma etiologia similar e andam lado a lado com as outras doenças. Não gostamos de separar as doenças pois todas advêm de um corpo toxêmico. E por incrível que pareça, não só a SOP, mas os AGES e os RAGEs tem sido correlacionados também a endometriose. Por estimularem estresse oxidativo, reação inflamatória, influenciar negativamente a apoptose, e angiogenese através de ativação de fatores vasculares de crescimento endotelial, estão sendo vistos como um fator importante na patogênese da doença.

A endometriose é uma patologia no qual o tecido do endométrio, a mucosa que reveste a parede interna do útero, começa a se desenvolver também em outras regiões do corpo. Células e tecidos endometriais migram no sentido oposto, desencadeando uma reação inflamatória e sangramento. É uma menstruação retrograda, em outras palavras, ao invés da menstruação descer ela sobe. Uma doença pouco estudada e que causa fortes dores, reduz consideravelmente a qualidade de vida da mulher, induzindo dispareunia (dor intensa no ato sexual), disúria (dor ao urina) e infertilidade. Dores durante a fase menstrual e não menstrual, causando dores lombares, intestinais, bexiga e até mesmo nas pernas. Além de dismenorreia (cólica menstrual), fadiga, cansaço, distúrbios de sono, bexiga, intestinais e distensão abdominal. O tratamento pode até consistir na remoção dos ovários e do útero. Sua causa é idiopática em muitas das vezes.

Como a endometriose é uma doença dependente de estrogênio, o consumo de soja, já foi correlacionado a redução da incidência da doença, devido as isoflavonas 43242847487284212. E agora sabemos que nos tecidos da endometriose, se acham aumentados níveis de receptores para os subprodutos da glicação avançada e níveis elevados de fatores de crescimento endoteliais 43242847487284211. Sabemos que a forma de reduzir os níveis de AGEs, é cortando o tabagismo, cortando principalmente os alimentos mais ricos em AGEs (proteína animal, alimentos extremamente cozidos ou fritos). Aumentando a ingestão de comida crua, pois não tem a formação destes compostos e alimentos ricos em antioxidantes (frutas e vegetais). Oleaginosas cruas, chegam a ter 30 vezes menos glicotoxinas que suas contrapartes torradas. Uma dieta pobre em AGEs, reduz os RAGEs e a inflamação significantemente. Quantas mulheres ficam sabendo que comida crua, frutas e vegetais, poderia ajudar a reduzir seus sintomas, talvez até mesmo protege-las de tais doenças?

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Nutrição vegana e esportes - Melhorando seu desempenho físico

Queridos leitores, compartilho abaixo um trecho do meu futuro livro, O atleta verde - Nutrição vegana para máxima performance. Espero que gostem!


Carboidratos complexos x simples
Todas as ciências indicam que durante 8 milhões de anos da existência da raça humana na terra, e durante dezenas de milhões de anos antes, os primatas antropóides, ou seja, nossos antepassados em geral viveram primariamente de frutas e vegetais, basicamente os únicos alimentos na natureza baseados em carboidratos simples.
O amido, só pode ser introduzido na dieta humana, após o fogo. Portanto, estimasse que começamos a consumir algum amido, de 100 mil anos para cá. Entretanto, sem panelas, fogões, pratos, talheres, devemos nos questionar o quanto de grãos, leguminosas e tubérculos consumiríamos. Sabendo que tais ferramentas só foram inventadas após o neolítico, aproximadamente há 7 mil anos, começamos a perceber que o carboidrato complexo é algo muito recente na história humana.
Frutas, devido ao cozimento, na atualidade, são vistas como meros complementos a dieta, tendo em vista que o brasileiro comum consome menos de uma porção ao dia. Acabaram não só virando um complemento do lanche, como demonizadas devido a suposta frutose maléfica em excesso que elas teriam ou supostamente sendo muito calóricos e auxiliando o sobrepeso. Entretanto, como um nutricionista, nunca abri um artigo médico científico confiável, sem conflito de interesses ou financiamento duvidoso, que correlacionasse frutas e vegetais com os supostos "malefícios da frutose" ou sobrepeso. Lembrem-se que apesar do nome frutose, o açúcar das frutas é completamente diferente da frutose vindo do xarope de milho altamente industrializado. Na verdade, todos artigos epidemiológicos que leiam sugerem o contrário.
E com as frutas se tornando meros coadjuvantes da dieta atual, produtos de origem animal e carboidratos complexos dominaram a ingestão calórica de praticamente todas as civilizações no globo. Entretanto, como sabemos e acredito que todo leigo já ouviu, alimentos crus são mais nutritivos que alimentos cozidos.
O processo de cozimento não só causa a perda de nutrientes, principalmente por vitaminas e minerais serem lábeis (sensíveis), mas ele forma toxinas, mais precisamente 420 substâncias tóxicas, mutagênicas, genotóxicas, citotóxicas, teratogênicas, clastogênicas, pro-inflamatórios e carcinogênicas. Apesar de talvez você não entender o sentido de todas estas palavras, você pode imaginar que bem, elas não fazem. 
E sabemos que seres humanos vivendo na natureza, precisavam ser exímios atletas, pois a vida na selva, necessita que escalemos árvores, nademos, andar longas distâncias, lutemos com predadores, vivenciemos momentos de restrição calórica ou até mesmo jejum por falta de alimentos. Então se estamos vivos, mostra que nossos ancestrais eram muito saudáveis. Mas se sem o fogo e apetrechos, éramos forçados a viver de frutas e vegetais, como nossos ancestrais tinham força para sobreviver?
Frutas e vegetais não sustentam, geralmente dizem os leigos, ou pessoas que nunca vivenciaram uma dieta crua saudável. Os profissionais vão dizer que frutas e vegetais crus não tem proteína, gordura, e certos nutrientes para manter um ser humano bem nutrido, embora os animais que compartilham 99% do nosso DNA, vivem quase que exclusivamente destes alimentos e são extremamente bem nutridos, fortes e com uma massa corporal impressionante e as tabelas nutricionais, indicam que ao criarmos um cardápio completamente frugívoro, mostram suficiência nutricional em todos os parâmetros. Isso é tema para um livro inteiro, no qual compartilho em meu livro Saúde Frugal - O guia ao crudivorismo. Por enquanto vamos analisar os fatos, as diferenças nutricionais e fisiológicas do consumo de frutas e vegetais versus amido.
·         Agua - O corpo humano é feito de 70% de água. E o nutriente mais importante após o ar. Como ela está envolvida em todo processo metabólico, quanto mais você trabalha o corpo, mais água precisa. Atletas precisam de água, mais do que o sedentário, e é fácil de ver atletas que comem comida cozida sentindo sede, bebendo água o tempo todo, constantemente sofrendo de desidratação e ocasionalmente até a morte. Carboidratos simples são ricos em agua, carboidratos complexos tem menor teor de água, depois de cozidos e salgados ainda, desidratam severamente. Teste jogar laranjas no liquidificador. O que sai? Suco. Jogue agora trigo integral, veja o que sai. Farinha. Facilmente, sem pesquisa alguma você consegue ver o teor de água do alimento. O comedor de comida cozida, por nunca ter vivido em uma dieta de frutas e vegetais crus e frescos, não imagina a diferença nos níveis e na sensação de hidratação.
·         Combustível rapidamente disponível - Energia rapidamente disponível dentro do sistema. Mais rápido utilizar açúcares simples e menos dispendioso de energia do que quebrar carboidratos complexos, em simples e ai então levar até as células. Ao necessitar dos carboidratos complexos, você não tem como acessá-los antes do término do processo digestivo. Então ao invés de quebrar amido, utilizá-lo para ai então transformar em amido animal (glicogênio), é mais fácil utilizar açúcares simples e transformar o excesso em glicogênio muscular e hepático. O açúcar das frutas chega as suas células em poucos minutos após o consumo, o que é essencial para o atleta repor seu combustível rapidamente.
·         Combustível não precisa ser refinado - O processo de digestão, quão mais trabalhoso é, mais o organismo precisa virar sua atenção para ele e menos para outros processos vitais ao atleta. Não precisamos de dados de fisiologia para perceber que após o almoço com feijão, arroz e batata, nos sentimos letárgicos e com sono, ao invés de energizados, como após uma Monorefeição de frutas (comer 5 bananas de uma só vez por exemplo).
·         Carboidratos simples são mais ricos em antioxidantes, micro e fitonutrientes - Sabemos que estes elementos são termo, oxigeno e foto-lábeis. Só de cortar uma banana, você já vê ela em poucos minutos ficando preta devido a oxidação. Imagina o que cozinhar por 2 horas faz a tais nutrientes tão sensíveis? Eles estão envolvidos no metabolismo de macronutrientes, criação de células vermelhas em prol de transportar o oxigênio pelo organismo, proteção contra os radicais livres, anti-inflamatórios, acelera a recuperação muscular, anti-cancerígenos, auxiliam o sistema imune, formação óssea e inúmeros outros processos essenciais ao atleta.
·         Carboidratos simples são alcalinizantes - Frutas e vegetais são os alimentos mais alcalinizantes que existem, enquanto a maioria dos alimentos ricos em amido, tendem a ser acidificantes. Nosso pH sanguíneo precisa se manter alcalino, caso contrário temos perda de cálcio dos nossos próprios ossos.  Assim, são correlacionados a menor perda de cálcio e sarcopenia, dois fatores essenciais ao atleta.
·         Carboidratos simples contém menos toxinas (AGEs, acrilamidas, acroleínas, benzopireno, aminas heterocíclicas, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos etc.) e metais pesados como o alumínio das panelas, que são formados ou lixiviados durante o processo de cozimento.
·         Carboidratos simples são mais integrais – O fogo não só forma novos compostos prejudiciais como altera a nível molecular inúmeros elementos. Caramelização e dextrinização de carboidratos, desnaturação e deaminação de proteínas, saturação de lipídeos, evaporação da água do alimento etc. Cozinhar com óleos até mesmo produz gases cancerígenos. O cozimento evapora uma grande parte da água do alimento e altera macro e micronutrientes, não podendo mais ser classificado como um alimento integral.
·         Carboidratos simples são comida instantânea - Mais fáceis de comer, já vem prontos e temperados. Não precisa, de pratos, talheres, garfos, panelas, fogão nem passar duas horas queimando em altas temperaturas. Depois é só lavar as mãos ao invés de lavar dezenas de louças, com compostos difíceis de serem removidos das panelas. Frutas e vegetais são ergonomicamente feitas para suas mãos.
·         Carboidratos simples das frutas e vegetais são inversamente correlacionados ao sobrepeso ou obesidade. Algo essencial a um atleta, é a manutenção de um peso saudável e um baixo percentual de gordura.
·         Carboidratos simples são frescos - Costumamos falar pão fresco, mas quando na verdade o grão foi colhido talvez há mais de um ano, transformado em farinhas há meses, e ai então assado está manhã. Grãos e leguminosas secos levam até um ano para estragar, enquanto frutas e vegetais estragam em dias. A atividade biológica dos alimentos, é algo extremamente importante na manutenção da saúde.
·         Frutas e vegetais crus em pesquisas comparando dietas veganas ricas em amido ou dietas onívoras “saudáveis”, são a forma mais eficaz de melhorar biomarcadores correlacionados a doenças cardiovasculares. Redução no colesterol total, LDL (colesterol ruim), absorção de sais biliares e aumento na excreção fecal de esteroides.
·         Carboidratos simples tem menor índice e carga glicêmica – Até mesmo a grande maioria das frutas tem baixo a médio índice glicêmico e baixa carga glicêmica. Sabemos que a melhor forma de análise é na verdade a carga glicêmica, sendo mais fidedigna por combinar a qualidade e a quantidade de carboidrato em só um número. Você pode pensar na carga glicêmica como sendo a quantidade de carboidrato no alimento ajustado por seu potencial glicêmico. E para piorar, sabemos que o cozimento aumenta o índice glicêmico do alimento.
·         Antinutrientes - Carboidratos complexos tendem a ter antinutrientes, até mesmo a batata tem (glicoalcalóides chamado, α-chaconina and α-solanina). Frutas e vegetais contém quantidades negligenciáveis. Tais antinutrientes como o fitato, saponinas, lectinas, taninos, oxalatos são correlacionados a redução da absorção de minerais e inibidores enzimáticos. Como precisamos de enzimas para digerir nossos alimentos, isso prejudica o processo de digestão e portanto, absorção e assimilação dos nutrientes ingeridos como a proteína por exemplo.
·         Excesso de proteína – Excesso de proteína é ligado a supra-regulação de vias metabólicas e hormônios de crescimento como mTOR e IGF-1, o que por sua vez é correlacionado com doenças crônicas e envelhecimento precoce. Grãos e leguminosas contém mais proteínas que as frutas, geralmente bem maior do que nossas reais necessidades proteícas. Restrição de metionina é um importante fator anticancerígeno. Um feijão tende a ter 10 vezes mais metionina que uma banana. Mais no mundo da nutrição não é melhor. Precisamos da quantidade exata.
·         Carboidratos complexos precisam ser cozidos e temperados em função de serem palatáveis. Frutas e vegetais já vem prontos, temperados e "CRUzidos" direto da árvore. Sal causa hipertensão e desidratação e perverte os neurocircuitos, literalmente viciando o paladar. Vários dos outros temperos utilizados com comida cozida são menos saudáveis ainda, como o glutamato monossódico etc.
·         Frutas e vegetais devido a serem extremamente hipocalóricos, evitam o consumo excessivo de calorias, permitindo o consumo de imensas quantidades de alimentos e assim auxiliando na saciação, assim facilitando a manutenção de um baixo percentual de gordura. Amido, por não ser tão saciante devido à falta do gosto doce, a densidade calórica dos alimentos e o processo de cozimento em si que remove a água, facilita o consumo de mais calorias do que o necessário.
·         A fisiologia e bioquímica humana não suporta o consumo de amido. Não secretamos grandes quantidades de amilase para quebra-lo como espécies como porcos e javalis o fazem. Feijões são famosos por causarem gases, por não termos enzimas para digerir seus polissacarídeos (rafinose e estaquiose). Todo alimento que não é digerido por completo, prejudica o processo nutricional e o sistema gastrointestinal. O glúten por exemplo, um antinutriente é famoso por causar síndrome do intestino permeável. Não somos feitos para amido, animais que naturalmente consomem carboidratos complexos conseguem comê-los em seu estado in natura, cru e sem sal, só um alimento por vez e demonstrar prazer ao fazê-lo. Por favor, tente comer uma refeição somente de arroz cru como um pássaro ou batatas cruas como um porco e me diga se foi algo prazeroso.
·         Alimentos crus contém maior microvida. Frutas e vegetais não só são fortes prébióticos, mas na atualidade foi provado que são também probióticos. Sabemos por um famoso estudo em uma população quase vegana, com consumo negligenciável de carne e leite, que não esterilizavam seus alimentos, os comiam com pouca lavagem depois da colheita e se mantinham saudáveis sem suplementação de b12, possuindo níveis adequados da vitamina. Sabemos que a b12 é sensível e danificada durante o cozimento. Acredito que em um futuro próximo compreenderemos que queimar nossos alimentos, como fazem com o cozimento, prejudica a capacidade pré e próbiotica dos alimentos in natura, mas até hoje, é só uma especulação de seu autor, pois nunca achei dados na literatura científica. Hoje em dia, devido ao corpo humano conter muito mais microrganismos do que células, temos aprendido cada vez mais a importância de uma microbiota saudável, tendo influência em todo o nosso organismo. Apesar de não conseguirmos vê-las, elas têm muitas funções no organismo. O que será que acontece com o alimento após ser queimado por as vezes uma hora ou mais?
·         Grãos com glúten, como no caso o trigo e a cevada, contém opióides, chamados exofirnas, ou no caso gluteomorfinas. Peptídeos opióides que podem “vazar” pela parede intestinal, alcançando o cérebro, agindo nos receptores opióides,  causando vicio e problemas neurológicos. Alguns dos opióides no trigo chegam a ser 100 vezes mais forte que a morfina. Tais opióides são correlacionados a esquizofrenia, autismo, constipação, depressão, ansiedade, desordem obsessiva compulsiva e até mesmo a mal desenvolvimento do cérebro. Celíacos tem maiores riscos de suicídio.
Eu acredito que o mundo dos esportes sofrerá uma reviravolta, à medida que os dados de uma alimentação crua baseada em frutas e vegetais estão vindo à tona. E as pessoas irão se perguntar, como que acreditamos um dia, que queimando ou fritando comida de pássaro, porcos ou animais carnívoros (grãos, tubérculos e pedaços de animais mortos), e ainda pior, muitas das vezes industrializados (farinha, embutidos etc.) imaginávamos que conseguiríamos nutrir de forma adequada nossos atletas?
A biologia nos classifica como primatas antropóides. Sabemos que todos antropóides (bonobos, chimpanzé, gorila etc.) tem seus requerimentos nutricionais mais bem alcançados através do consumo de frutas e vegetais. Como acreditamos que alimentar primatas com comida queimada, adaptada biologicamente a outras espécies, poderíamos produzir os melhores atletas possíveis? É similar ao que ocorre hoje em dia, muitas pessoas ainda acreditam que precisam de pedaços de animais mortos queimados e suas secreções mamárias para crescerem ou desenvolverem ossos saudáveis.

Referência bibliográfica
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domingo, 31 de dezembro de 2017

Combinação alimentar - evitando desconfortos intestinais

Trecho tirado do livro CRUlinária Frugal - Receitas do Paraíso

Combinação alimentar na prática

A aplicação nutricional, proveniente do modelo em voga, faz-nos acreditar que mais é melhor, induzindo-nos a utilizar vários ingredientes para estarmos mais bem nutridos. Essa prática nefasta, incompatível com a natureza, acaba nos prejudicando, ao invés de nos beneficiar. Nossos antepassados, assim como todos os outros animais, não tinham a capacidade de coletar inúmeros itens a cada refeição. Encontravam um tipo de árvore, coletavam dela as frutas, fazendo uma refeição no próprio local onde acharam o alimento. Em um ambiente natural, seria impossível variarmos as refeições como fazemos atualmente. Sem contar que nenhum de nossos ancestrais trazia consigo mochilas para acondicionamento, panelas, fogão ou outros utensílios para fazer fogo, a fim de cozinhar e comer alimentos outros que não frutas e vegetais.

O homem moderno é o único animal a preocupar-se em combinar alimentos por tamanha fartura a seu dispor, por apreciar a sua alteração e consumi-los de maneira para a qual não foram preparados pela natureza. Devido à modernidade nos permitir alterar a imposição natural, é benéfico que compreendamos o funcionamento da nossa fisiologia digestiva. Hoje, nossa capacidade digestiva é bem menor e mais debilitada que a de nossos antepassados. Comer simples é meio de aliviar a digestão, facilitando a recuperação e manutenção de nossa saúde. Há, infelizmente, muitos seguidores da dieta crudívora que, embora concordando com vários de seus preceitos, negligenciam a prática da monorrefeição ou de refeições bem simples e perfeitamente combinadas. Acreditam que podem escolher apenas alguns dos conceitos da natureza, mas ignorar outros. Para obtermos saúde otimizada, entretanto, é essencial que combinemos devidamente nossos alimentos. Mas descansemos, porque todas as receitas desse livro ajustam-se perfeitamente aos parâmetros higienistas da combinação alimentar.

Frutas e frutose - Devem ser evitadas? Esteatose hepática e triglicerídeos


Frutose faz mal? 

Frutose, vista como o açúcar das frutas devido a ser um monossacarídeo (açúcar simples), presente também nas frutas, é o novo vilão do momento. A ingestão de frutose tem sido ligada ao aumento da obesidade, síndromes metabólicas, fígado gordo (esteatose hepática) diabetes e dislipidemia e até mesmo o câncer 1, 2. O que levou a ela a ser amplamente debatida, considerada como tóxica e recomendada por muitos profissionais a se reduzir seu consumo ao máximo. Devido a ela naturalmente ocorrer em praticamente todo alimento que tenha carboidrato e ser mais abundante nas frutas do que nos vegetais, ao ter o prefixo frut, as inocentes frutas, que também carregam esse açúcar simples acabaram sendo vistas como culpadas e hoje em dia muitos alegam que não comem frutas, devido a serem ricas em frutose. Sempre me perguntam, como sabem que minha dieta é predominada em termos de calorias por frutas, mas não é frutose em excesso? Ela não faz mal?

Geralmente, vegetais vão de 0.1 a 1.5 gramas de frutose a cada 100 gramas de alimento. Enquanto as frutas vão de 0.5 (o limão ou o abacate) até 9 gramas, uvas sendo um exemplo alto com 7.6 gramas a cada 100 gramas de fruta, o que é apenas 7.6% do seu peso. Ou seja, frutas giram em média de 5% a 9% apenas do seu peso composto de frutose.

E a questão principal é a quantidade de frutose em 100 gramas de fruta ou vegetal cru, fresco e integral, é infinitamente menor que a quantidade de frutose em qualquer alimento industrializado e açucarado. Como podemos ver na tabela de análise, comparando a banana, com 2.7 gramas de frutose e o xarope de milho, composto de 55% de frutose, sendo 55 gramas 3 a cada 100 ml. Portanto, você precisaria consumir quase 21 bananas, para obter quantidades similares a que você encontra no xarope de milho que adoça tudo hoje em dia, desde biscoitos até bebidas isotônicas, cereais matinais, barras de cereais, iogurte etc.

E existe uma imensa diferença ao comparar a frutose industrializada, ou seja, a frutose refinada, que é extremamente mais concentrada do que a frutose encontrada nas frutas, e desbalanceada, sem os poderosos micros e fitonutrientes, antioxidantes, sem proteína, gordura, sendo quase que puro açúcar, sem água, fibra, etc. que acompanham todo o pacote nutricional no qual os alimentos vegetais do qual ela foi refinada continham. Esta frutose industrial vem geralmente do famoso HFCS-55 (Xarope de milho rico em frutose). E, devido a todos estes micro e macronutrientes, a fruta obviamente é metabolizada de forma diferente em nosso organismo do que a frutose isolada (adoçante), o açúcar refinado ou o HFCS. 

E, praticamente toda a frutose ingerida na atualidade não vem das frutas, mas sim dos refrigerantes, bolos, balas, o qual sem as fibras e os respectivos fitonutrientes contidos nas frutas, causam a absorção dos açúcares serem extremamente rápidas causando picos glicêmicos. E por estes alimentos industrializados geralmente serem ricos nas gorduras saturadas ou vegetais que são adicionadas a seu preparo industrial, causam a hiperglicemia, ao levarem o fenômeno denominado LIMC (Lipídio Intramio Celular), que impede a metabolização da glicose, que fica presa na corrente sanguínea.

Sabemos que o consumo de frutas pelos brasileiros e através do mundo é baixíssimo, não alcançando nem a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) de 400 gramas por dia (4 bananas médias ou 2 maças grandes). Segundo dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009, menos de 10% da população em geral atinge as recomendações de consumo de FLV, preconizadas pelo Ministério de Saúde 4.

Então como a frutose das frutas, que é praticamente não consumida por ninguém, e as frutas são vistas como o alimento mais saudável e nutritivo a seres humanos, pode ser a causa de tantas DCD (Doenças crônicas degenerativas) 5,6,7 ? Então como se a própria OMS prova e alega em diversos relatórios que FLV (Frutas, Vegetais e legumes) tem um papel crucial na manutenção da saúde, peso e na prevenção contra inúmeras DCD, frutas poderiam ser de repente o vilão? E, já que sabemos por registros antropológicos das arcadas dentárias de nossos ancestrais, que seres humanos viveram a base de frutas por aproximadamente 50 milhões de anos, e a frutose obviamente não os tornou obesos ou propensos a doenças, de modo a serem fortes e saudáveis para sobreviverem na natureza 8.

O grande problema na nutrição em geral, é o excesso. O consumo excessivo de uma substância causa desgaste ao organismo que precisa trabalhar demasiadamente para digerir, absorver e assimilar aquele excesso, excretar dejetos metabólicos e corrigir os problemas bioquímicos induzidos por ele. O excesso de açúcares é transformado em gordura que acumula em sua corrente sanguínea e órgãos. Entretanto, com frutas, que são ricas em água, fibra, baixíssimas em calorias e tem o índice e a carga glicêmica baixa à moderada (para quase todas as frutas, tirando a melancia que tem o IG de 72, mas a CG de 4, o que é bem baixo) é praticamente impossível consumi-las em demasia. Agora o açúcar refinado e concentrado (50% frutose) e o HFCS, que são produzidos apenas pela refinação que joga fora estes componentes essenciais para a devida absorção, assimilação e utilização dos açúcares, leva seu GI (Índice Glicêmico) de 62 a 73 9, enquanto bananas, uma fruta bem doce e calórica, tem 52.

A frutose das frutas, ai já é completamente diferente e não podemos misturá-las, na mesma categoria. A metabolização de um alimento natural, rico em milhares de nutrientes conhecidos e muitos ainda desconhecidos e suas interações complexas. E, de acordo com as evidências médicas científicas de diversos estudos, elas não são e não devem ser fontes de preocupação e, na verdade, incluídas na alimentação saudável. De acordo com pesquisadores: “As legislações da Saúde Pública para eliminar ou limitar a frutose da dieta devem ser consideradas prematuras. Ao invés disso, esforços deveriam ser feitos para promover um estilo de vida saudável que inclui atividade física e alimentos nutritivos enquanto se evita consumir calorias em excesso até evidências sólidas que apoiem a ação contra a frutose estejam disponíveis” 10. E a conclusão de outro estudo famoso, publicado no The Journal of Nutrition é: “A frutose que naturalmente ocorre em frutas e vegetais fornece apenas modestas quantidades de frutose dietética e não devem causar preocupação” 11.

Frutas não são ricas em frutose, como o senso comum acredita. Se você tem medo de consumir frutose em excesso, deveria estar realmente preocupado com qualquer coisa que leva açúcar refinado e o HFCS e até mesmo o mel, que como mostra a tabela, é também tão rico em frutose, como o HFCS, esse açúcar industrializado do milho, que foi desenvolvido nos EUA, por ser a forma mais barata e eficiente de se obter açúcar e malignamente adoçar todo o tipo de comida doce e salgada com ele, fazendo com que nossos paladares acreditem que este é um alimento nutritivo, quando na verdade é apenas junk-food, calorias vazias, que agradam nossos receptores palativos e o cérebro mas destroem o organismo. Praticamente todo “alimento” nos Estados Unidos, e agora em grande parte do mundo, é adoçado com este composto, ainda mais que depois da década de 60, devido a sua ampla produção e subsídio do governo americano, a sucrose, que era a principal forma de adoçante, perdeu uma boa parte do seu posto para o HFCS.

E, de forma errônea e absurda, muitos pesquisadores e profissionais na área da saúde, assim como o público leigo em geral, não diferenciam a óbvia diferença entre os açúcares saudáveis encontrados nas frutas, vegetais e outros alimentos veganos integrais, da frutose em sua forma industrializada e concentrada. Os estudos que causaram todo esse furor que frutose é tóxica foram feitos com frutose pura ou HFCS, que não é nem de longe similar a consumir a fruta pura, integral, in natura ou qualquer outro alimento vegano que encontramos na natureza. Sabemos que a sinergia dos nutrientes, a verdadeira sinfonia que a natureza cria na química de seus alimentos, é essencial para o funcionamento do organismo animal, tal designação que inclui o ser humano. Então isolar um nutriente em laboratório, dos milhares de outros que existem e vem juntos, ou comparar a frutose removida industrialmente do milho e concentrada em um xarope, é no mínimo absurdo e enganador, para o público leigo que não passa seu dia estudando nutrição, mas precisa urgentemente, de educação no assunto.

Portanto, por mais contra intuitivo que isso possa soar, devido a fruta e frutose serem nomes similares, se você quer reduzir o consumo de frutose drasticamente, corte todos seus pães, bolos, refrigerantes, balas, Milk-shakes, chocolates e qualquer tipo de alimento que contenha açúcar refinado ou adoçante. Para fazer isso de uma forma efetiva sem sofrer de desejos enlouquecedores por doces, você precisará aumentar drasticamente seu consumo de frutas. Assim, você não só consumirá uma frutose saudável, mas em concentrações muito menores das que vem dessas abominações dietéticas geradas por seres humanos modernos.

Agora deixando toda a ciência e lógica de lado, eu e milhares de pessoas através do mundo que sofriam de inúmeros, incontáveis problemas de saúde crônicos, recuperaram suas saúde e vivem sem sintomas de suas prévias doenças após adotarem uma dieta frugívora higienista rica em frutas. Eu particularmente era pelo menos pré-diabético, obeso, sedentário a ponto de fazer duas cirurgias e com uma pletora de outras enfermidades e por caso não sabia o que era consumir nem uma fruta ou vegetal por dia.

E após 11 anos comendo pelo menos 2 quilos de frutas ao dia e entre um a dois quilos de vegetais crus, frescos e integrais, relato estar na melhor fase da minha vida, com meus exames todos em dia, e nunca me senti melhor, apesar de toda a “frutose” consumida diariamente. Ter medo da frutose das frutas enquanto se consome tudo industrializado e açucarado com frutose não natural, é tão absurdo quanto frequentar o uma cadeia de fast-food para comer saladas. Peço que veja meus vídeos no youtube de exercícios e minhas fotos de antes e depois de uma dieta baseada em frutas, ou de muitos outras centenas de frugívoros de longa data e tire suas próprias conclusões.

Em prol de sua Saúde.

Gramas de açúcar a cada 100 gramas de fruta 13, 14.
Frutas
Glicose
Frutose
Uvas
6.5
7.6
Damasco
1.6
0.2
Banana
4.2
2.7
Cerejas
8.1
6.2
Abacate
0.5
0.2
Figos
3.7
2.8
Goiaba
1.2
1.9
HFCS
30.8
42.4
Mel
33.8
42.4
Jaca
1.4
1.4
Coca cola
4.48
6.1

Referências bibliográficas

1- John P. Bantle

Dietary Fructose and Metabolic Syndrome and Diabetes” J Nutr. Jun 2009; 139(6): 1263S–1268S.

2 - Tappy L et al. ““Fructose and metabolic diseases: new findings, new questions”.  Nutrition. 2010 Nov-Dec;26(11-12):1044-9.

3 – Nutritiondata. Disponível em: Nutritiondata.com

4 – Pesquisa de orçamentos familiares 2008-2009 - Antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil. Ministério da Sáude. IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Rio de Janeiro, 2010.
5 - World Health Organization. Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases. Report of a
Joint WHO/FAO Expert Consultation. WHO Technical Report Series No. 916. Geneva; 2003.
6 - World Cancer Research Fund / American Institute for Cancer Research. Food, Nutrition, Physical
Activity, and the Prevention of Cancer: a Global Perspective. Washington DC: AICR; 2007.
7 - World Health Organization. The world health report 2002 - Reducing Risks, Promoting Healthy
Life. 2002

8 - Dr. Alan Walker of Johns Hopkins University of Maryland. May 15, 1979, The New York Times.

9 – Suzanne Robin. What Is the Glycemic Index of Fructose Corn Syrup?Apr 25, 2011. Disponível em: www.livestrong.com/article/428383-what-is-the-glycemic-index-of-fructose-corn-syrup/

11- John P. Bantle

Dietary Fructose and Metabolic Syndrome and Diabetes” J Nutr. Jun 2009; 139(6): 1263S–1268S.

12 - John P. Bantle

Dietary Fructose and Metabolic Syndrome and Diabetes” J Nutr. Jun 2009; 139(6): 1263S–1268S.

13 - FRUITS AND SUGARS SUGAR CONTENT OF FRUIT.  Disponível em: http://thepaleodiet.com/fruits-and-sugars/

14 – Nutritiondata. Disponível em: Nutritiondata.com
Madero M et al “The effect of two energy-restricted diets, a low-fructose diet versus a moderate natural fructose diet, on weight loss and metabolic syndrome parameters: a randomized controlled trial.”Metabolism 2011 Nov;60(11):1551-9.