sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Trecho do novo livro, "A Revolução Vegana"

Espero que gostem e seja bastante informativo, ajudando aos que desconhecem esses fatos, a verem a verdade inconveniente!


Porque a carne é tão barata?

“A carne é uma indústria de US$ 140 bilhões anuais, que ocupa perto de um terço de todo o território do planeta, molda os ecossistemas do oceano e pode determinar o futuro do clima da Terra.” Jonathan Safran Foer em seu livro “Eating Animals”

O que você acha que gasta mais tempo, mão de obra, dinheiro e recursos naturais para produzir? Uma vaca de 250 quilos ou uma bananeira? Porcos de 150 quilos ou mangas?

Não precisamos de dados científicos para chegar à óbvia conclusão que os alimentos das plantas são muito mais fáceis, práticos, rápidos e econômicos de serem produzidos, coletados, armazenados e transportados do que animais, que precisam ser mortos, escalpelados, esquartejados, desmembrados, sua carne cortada e limpa, e por último, embalados e refrigerados, para que não estraguem e sua carne se torne pútrida dentro de poucas horas após o abate, ainda no caminho ao consumidor. Quem tem todo o trabalho de criar as plantas é a natureza. O trabalho de criar os animais é do homem, portanto, é mais oneroso em todos sentidos.

E porque então estes produtos tão ineficientes e caros de serem produzidos, são tão acessíveis e abundantes na atualidade e até mesmo as classes sociais mais baixas tem amplo acesso a eles? Podemos resumir em uma palavra: subsídio governamental, produção e demanda em massa.

Obviamente, os animais não se reproduziriam naturalmente em tamanhas quantidades para podermos abater 56 bilhões deles ao ano. Seres humanos, com a ideia do capitalismo, começaram a fazer da criação animal uma indústria, visando o máximo de lucro possível, não se importando com o sofrimento animal, destruição dos recursos naturais ou com a nossa própria saúde qualquer coisa do gênero.

O renomado autor John Robbins, calculou que se os pecuaristas não fossem subsidiados, o hambúrguer nos EUAs que geralmente custa 80 centavos sairia em torno de 35 dólares 4. Conforme pesquisa realizado pelo professor de medicina brasileiro Carlos Augusto Monteiro, enquanto o preço do leite e seus derivados vem diminuindo nas últimas décadas, o dos grãos e leguminosas apenas aumenta 5.

É até mesmo de se imaginar como podem ser vendidos hambúrgueres a preços tão absurdamente baratos como de dois reais no Brasil até um dólar nos Estados Unidos. Tais hambúrgueres levaram até mesmo anos para serem produzidos, depois foram fatiados, limpos, congelados, transportados, cozidos e temperados e, obviamente, um preço tão irrisório não teria como cobrir nem mesmo o custo de produção, muito menos fornecer lucro a dois atravessadores, o pecuarista e o dono da lanchonete ou cadeia de fast-food. Entretanto, devido ao apoio do governo através da subsidiação, esta matemática impossível isto se torna realidade.

A grande questão é: da onde sai esse dinheiro para subsidiar os produtos animais e os grãos com que eles são alimentados? Do dinheiro do povo que vai para os impostos e é reinvestido no agronegócio, ou seja a pecuária e produção de monoculturas de grãos em largas escalas, por grandes fazendeiros, que vem literalmente acabando com o nosso agricultor familiar. Para piorar, o agronegócio não pagam vários impostos pela poluição e destruição ambiental que se resultam.

Ou seja, as altas taxas que o governo cobra de impostos a você, são remanejados para subsidiar o assassinato de todos esses animais e para alimentar você, seus filhos, seus irmãos, irmãs, pais, mães e todos os outros parentes, amigos e entes queridos com partes trituradas de diversas vacas e misturadas. Desculpa, achei que você já estava ciente que hoje em dia, você não come um hambúrguer feito com a carne de uma só vaca, mas da mistura da carne processada de várias.

Com a demanda de bilhões de pessoas no mundo, requisitando e tendo uma preferência por produtos animais, eles acabam sendo produzidos em massa e se tornando ainda mais baratos. Pare de comprar, eles são obrigados a parar de produzir.